Com o objetivo de provocar o pensamento criativo em amplo aspecto, 21 de abril foi instituído como o Dia Mundial da Criatividade e Inovação, em inglês World Creativity and Innovation Day. A data foi criada a partir de uma resolução da ONU (Organização das Nações Unidas), com o apoio de 80 países, devido à importância da criatividade e inovação na solução de problemas frente às metas globais de desenvolvimento sustentável.
Em 2018, quando se comemorou a data pela primeira vez, 13 cidades brasileiras se fizeram presentes. Esse número vem crescendo e, em sua edição deste ano, foram 19 países e mais de 120 cidades unidas, compartilhando conhecimento e promovendo a criatividade através de diversos canais, entre eles lives, summits, fóruns, sites e até um aplicativo do World Creativity Day, disponível para plataformas Android e iOS em suas respectivas lojas on-line.
Os temas criatividade e inovação vêm se destacando por serem considerados novos ativos em um mercado comoditizado. A diferenciação dos produtos, que em um passado não muito distante acontecia por suas características técnicas, já não são tão significativas. Enquanto a tecnologia embarcada, o potencial de inovação e as formas de apresentação desse produto – atendendo demanda e sanando problemas pontuais – podem determinar a sua adesão e permanência no mercado.
Quantos são os cases de produtos comuns, vendidos de maneira genial, que nós temos visto nos últimos tempos! Como exemplo a Bilibili, uma empresa chinesa de games que utilizou 1500 drones para lançar o jogo “Princess Connect! Re: Dive”. Em um show aéreo no céu noturno de Shanghai, os drones representam uma conversa no celular, simulam partes do game e, por fim, criam um QR Code que funciona no ar: bastou apontar os celulares para o download começar. Para quem, como eu, achava os shows da Esquadrilha da Fumaça (da Força Aérea Brasileira) fantásticos, essa apresentação foi de tirar o fôlego (clique aqui para assistir: https://www.youtube.com/watch?v=fgSHMZVHCnk).
Mais do que um movimento com pegada contemporânea, em termos da moda, segundo a própria ONU as indústrias culturais e criativas produzem cerca de US$ 2,25 bilhões em receita e geram cerca de 30 milhões de empregos ao redor do mundo. Ou seja, criatividade e inovação aliadas ao empreendedorismo potencializam o desenvolvimento econômico e a geração de empregos.
Tema relacionado, complementar, pujante e relativamente embrionário é a Economia Criativa, a arte de transformar a criatividade e capital intelectual em conteúdos que geram, não apenas valores econômicos, mas engajamento, inclusão e valores culturais. Mas esse tema vou deixar para uma próxima oportunidade. Até lá!
Jean Dunkl
@jeandunkl
CEO da CPD Consultoria, mentor em Gestão Estratégica de Negócios, gestor da Impera (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Franca) e do MKBZ Studio, voluntário da Singularity University