A primeira certeza que o empreendedor deve ter ao abrir seu negócio é o mercado de atuação. Essa simples definição pode interferir no sucesso e sobrevivência de um empreendimento, pois definir qual o seu público e o que a sua empresa agrega para ele é uma das primeiras respostas que devemos ter ao decidir empreender.
Empreendemos por oportunidade ou necessidade e, nem preciso falar, que no Brasil o empreendedorismo por necessidade desponta nas estatísticas. Por isso, é raro encontrarmos quem teve tempo de se planejar antes de colocar a mão na massa. O que mais vemos são histórias de empreendedores que começaram a trabalhar na raça e, depois, ao se deparar com adversidades geradas pela falta do planejamento, se viram obrigados a parar e pensar.
Um dos erros mais frequentes é a falta de posicionamento. O empreendedor tem dificuldade em definir quem quer atender e como vai atender. Muitas vezes, por medo de “perder” vendas ou de falar não, acaba atuando com um portifólio muito amplo de serviços ou produtos, gerando problemas ao focar em ações direcionadas e, consequentemente, sem valor percebido aos clientes.
Quando o cliente não percebe valor, seu produto se torna caro e fica no estoque até que você precise oferecer descontos para conseguir vender. Portanto, fica claro que quem dá desconto não consegue gerar valor suficiente para vender o produto pelo preço que vale e, com isso, renuncia a rentabilidade, renovação de estoque e reinvestimento na empresa, fatores de grande importância para garantia do padrão e da entrega com qualidade.
Enquanto muitos pensam em como se diferenciar em um mercado tão competitivo, poucos pensam no mais simples: se colocar no lugar do cliente e sentir suas dores (problemas), conhecer sua realidade e entender os motivos reais que o fizeram procurar sua empresa, sua marca. Por isso, enxergar seus clientes e suas necessidades é importante para se destacar.
Um posicionamento de mercado bem definido permite ao empreendedor conhecer a fundo o cliente que ele quer atender. Com atenção, dedicação e tempo será mais fácil entender e oferecer uma solução que efetivamente gere valor percebido.
A dica da vez é empatia, mas tenho outras pontuações importantes que podem fazer toda a diferença.
– O cliente não compra produto/serviço, compra solução e vive experiência.
– Foque no valor que seu produto/serviço oferece para seus clientes.
– Conheça os sonhos e desafios dos seus clientes.
– Se importe com as dores e necessidades dos seus clientes.
– Entregue resultados verdadeiros.
Jean Dunkl
@jeandunkl
CEO da CPD Consultoria, consultor especialista em Gestão Estratégica de Negócios e gestor da Impera (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Franca)