Por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), o MPSP conseguiu condenar cinco integrantes de uma organização criminosa investigada no âmbito da Operação Castelo de Areia. Presos durante diligências voltadas a atacar a agiotagem extorsiva e a lavagem de capitais na região de Franca, os réus foram sentenciados pelas práticas de organização criminosa, usura com cobrança de juros abusivos mediante grave ameaça, corrupção ativa e lavagem de capitais.
A sentença impôs a cada um dos envolvidos penas de 17 anos, 3 meses e 18 dias de reclusão em regime inicial fechado, além de 7 meses e 6 dias de detenção em regime semiaberto pelo crime de usura, e 73 dias-multa. A decisão determinou ainda a prisão imediata de dois dos condenados, mantendo os demais no regime prisional já estabelecido.
As investigações apontaram que o grupo atuava de maneira estruturada, com funções claramente distribuídas. A organização se especializava em captar pessoas em situação de vulnerabilidade financeira, oferecendo empréstimos com juros que variavam entre 20% e 35%. As cobranças eram feitas mediante coação e ameaças, reforçando o caráter extorsivo da atuação criminosa.
Além disso, os réus movimentavam grandes quantias de dinheiro para dissimular a origem ilícita dos valores, utilizando pessoas interpostas e empresas fictícias para lavar capitais. O esquema também se beneficiava de informações privilegiadas obtidas por meio de um ex-agente público corrupto, que auxiliava o grupo em suas operações.
A condenação foi possível graças ao conjunto de provas reunidas ao longo da investigação, incluindo interceptações telefônicas, análise de transações bancárias e avaliação de documentos apreendidos, que demonstraram a permanência, a hierarquia e a coordenação entre os integrantes da organização criminosa.
As informações foram reproduzidas a partir do portal do MPSP.