Por Pedro Maia
Editor-chefe
O ex-delegado de Polícia em Franca, Tarcísio Marques, foi encontrado morto na quinta-feira, 18 de setembro, em seu apartamento na cidade de Poços de Caldas-MG. Ele tinha 68 anos e era juiz da 1° Vara Criminal e de Execuções Criminais desde 2022.
Segundo informou a Polícia Militar, o corpo foi achado pela funcionária da residência, que ao chegar no local de trabalho, encontrou a vítima caída na banheira. A suspeita da morte é de que sejam causas naturais.
Biografia
Tarcísio nasceu em Tatuí-SP em 1957. Casou-se em 1982 e teve duas filhas. Formado em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de Itapetininga em 1978, recebeu vários certificados do Simpósio de Atualização Jurídica entre 1996 e 1999. Antes, Marques atuou como secretário em escritórios de advocacia, até advogar em seu escritório particular e também para o Sindicato Rural Patronal de Tatuí.
Em seu município de nascimento, conforme destaca a Câmara Municipal, atuou como vereador na Legislatura 1989-1992. Foi 2º secretário da Mesa Diretora no Biênio 1989-1990 e vice-presidente da Câmara no Biênio 1991-1992. Assumiu interinamente como presidente da Câmara entre agosto e setembro de 1991, durante período de licença do então presidente Aroldo Rosa da Silva. Após o término do mandato, passou em concurso para delegado de polícia, sendo nomeado em 1994, lotado na Delegacia Geral de Polícia (DGP) e Delegacia do Interior (DEINTER). Ocupou ainda o cargo de delegado de polícia em Franca, de 1995 até 2000.
Tarcísio tornou-se juiz de Direito no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais em 2000. O TJMG emitiu uma nota de pesar:
“O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, comunica, com profundo pesar, o falecimento, ocorrido hoje (18/9), do juiz de direito Tarcísio Marques, que atuava na 1ª Vara Criminal e de Execuções Criminais da Comarca de Poços de Caldas.
Natural de Tatuí (SP), o magistrado ingressou na magistratura em novembro de 2000 e passou por comarcas, como Andradas, Belo Horizonte, Araxá, Contagem, entre outras.
[…]
O Poder Judiciário de Minas Gerais expressa solidariedade aos familiares e amigos do magistrado pela irreparável perda.”