Por Luiz Carlos Ramos*
Na segunda-feira, dia 13, graças a uma gentil carona, dei um pulo até o Wet’n Wild, imenso parque aquático no município de Vinhedo, a 72 km de São Paulo, desafiando as dores na coluna.
Não. Eu não estava em condições de aproveitar aquelas piscinas e os tobogãs. O objetivo foi prestigiar o lançamento de um dos melhores livros de autobiografia que já vi: o de Victor Mirshawka, engenheiro, professor e atleta.
No evento, diante de cerca de 400 pessoas, Victor havia falado sobre sua vida de jogador de basquete campeão mundial de 1963 com a seleção brasileira, além de títulos pelo clube Sírio, e relatou sua opção pela carreira acadêmica. Foi um grande professor no Mackenzie e, depois, na Faap, onde se tornou diretor da Faculdade de Engenharia.
Portanto, o evento também contou com depoimentos de vários professores, ex-alunos, e ex-jogadores, como Dodi e Agra, ambos campeões mundiais com o Sirio em 1979. Agra é hoje atuante comentarista de basquete do Brasil e do exterior na TV.
Coube a mim, como jornalista, falar um pouco sobre a admiração que o grande técnico Togo Renan Soares, Kanela, tinha por Victor. Em maio de 1992, entrevistei Kanela para o livro da biografia dele, bancado pelo grande Sucar.
Em 1963, Kanela escalou o quinteto Victor, Amaury, Sucar, Rosa Branca e Wlamir, e o Brasil conquistou o Mundial no Rio, derrotando os Estados Unidos e a União Soviética.
Já estou lendo o livro e amando: a carreira de Victor é maravilhosa e está bem contada.
Agradeço ao campeão pelo convite, mas também registro agradecimentos a quem me levou até lá: o engenheiro Mario Manzoli Júnior, dono do carro, e a minha incrível amiga Conceição Duarte, ativa comunicadora, companheira do grande jornalista Orlando Duarte, falecido há 5 anos.
(Legenda: Victor estava sentado para o almoço, logo após um belo evento sobre o livro “Gratidão à Vida”, e fui abraçá-lo.)
Valeu a pena enfrentar a estrada num agradável bate-volta. Agora, vou continuar a leitura do livro.
*Luiz Carlos Ramos, jornalista do ‘Estadão’.