Por Pedro Maia
Editor-chefe
A Polícia Civil de São Joaquim da Barra divulgou na segunda-feira, 2 de junho, o laudo do tacógrafo do caminhão envolvido no acidente que vitimou fatalmente 12 estudantes de São Joaquim da Barra enquanto retornavam de universidades de Franca. O caso ocorreu em 20 de fevereiro deste ano.
A análise e interpretação dos elementos técnico-materiais coletados no local pela perita interpreta a reconstituição do acidente: o motorista do Caminhão-trator VOLVO/FH 440 6X2T trafegava pela Rodovia Waldir Canevari, sentido Nuporanga – São José da Bela Vista, a uma velocidade de aproximadamente 88 quilômetros por hora, quando na altura do km 03, por motivos alheios à perícia, derivou à direita e saiu da pista para acostamento de terra e grama, à direita do seu sentido de marcha.
Em seguida, o veículo retornou de forma abrupta para a pista, invadindo a faixa no sentido contrário, pelo qual trafegava o ônibus MBENZ. O registro apresentado no disco diagrama do caminhão indicou, por meio de marcações características (trepidação da agulha de gravação) que no momento do impacto o caminhão estava a aproximadamente 78 quilômetros por hora.
O condutor do caminhão foi indiciado por homicídio culposo, lesão corporal, fuga do local do acidente e omissão de socorro, entretanto, responde ao processo em liberdade.
Acidente
Na tragédia ocorrida, o ônibus transportava 29 estudantes, dos quais 12 morreram e outros 19, à época, ficaram feridos. A Rodovia Waldir Canevari, onde ocorreu o acidente, vem sendo utilizada como rota alternativa, já que um trecho na Rodovia Cândido Portinari (SP-345), na ponte sobre o Rio Salgado, precisou ser interditado – desde novembro de 2024 – em razão de problemas na estrutura.