As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte em mulheres. O Dia Nacional de Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, celebrado em 14 de maio, tem como objetivo alertar a população feminina sobre a alta incidência e gravidade dessas doenças.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 8,5 milhões de mulheres morrem por ano em decorrência de problemas cardíacos, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 30% das mortes femininas estão relacionadas a doenças do coração.
De acordo com o cardiologista do Grupo Santa Casa de Franca, Dr. Ulisses Gianecchini, um dos maiores desafios é o reconhecimento dos sintomas. “Nos homens, o infarto costuma se manifestar com dor intensa no peito, enquanto em mulheres os sinais podem ser mais sutis, como fadiga excessiva, náuseas, dor nas costas e falta de ar”, lista o especialista. “Essa diferença leva muitas vezes a uma interpretação equivocada e à busca tardia por atendimento médico”, completa.
Por isso, é fundamental que as mulheres, de todas as idades, estejam alertas à saúde cardiovascular. “Consultar-se regularmente com o cardiologista ajuda na prevenção de problemas cardíacos”, diz. “Ainda é necessário que a atenção seja redobrada, caso a paciente apresente fatores como doenças hereditárias, hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e muito estresse”, explica Dr. Ulisses.
“Além desses fatores, as alterações hormonais ao longo da vida também podem impactar o sistema cardiovascular feminino”, pontua. “Durante a menopausa, por exemplo, há uma queda na produção de estrogênio, o que aumenta significativamente o risco de doenças do coração.”
Além da menopausa, outros momentos como gravidez, uso de contraceptivos hormonais e o próprio ciclo menstrual podem interferir no equilíbrio cardiovascular e exigir acompanhamento mais próximo.
O especialista alerta, ainda, para o risco em mulheres jovens. “Mesmo na ausência de predisposição genética ou alterações no ciclo menstrual, o uso de anticoncepcionais associado ao tabagismo, pode elevar significativamente o risco de doenças cardíacas”, diz.
É indicado manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e evitar o fumo. “Ao notar sintomas incomuns, procure o hospital e informe que pode estar com um problema cardíaco”, orienta o médico. O diagnóstico precoce pode salvar vidas.
Atendimento especializado
O Hospital do Coração, administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca, possui atendimento especializado para doenças cardiovasculares em mulheres, com estrutura completa para diagnóstico e tratamento. A unidade é referência para Franca e outros 21 municípios da região do DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde do Estado de São Paulo) e oferece desde consultas e exames até procedimentos cirúrgicos complexos.
Com um parque tecnológico de ponta, o hospital disponibiliza exames como raio X digitalizado, tomografia computadorizada, ultrassonografia, ecocardiograma, MAPA/Holter, teste ergométrico, eletrocardiograma, entre outros. É a única unidade na região a oferecer ressonância magnética para atendimento pelo SUS.
O serviço de Hemodinâmica do hospital, com equipamentos atualizados, permite diagnósticos precisos e procedimentos menos invasivos, contribuindo para a eficácia do tratamento e a recuperação das pacientes. Cerca de 80% dos atendimentos são resolvidos com base no acompanhamento clínico e diagnóstico detalhado, sem necessidade de intervenção cirúrgica imediata.
Sobre o Grupo Santa Casa de Franca
O Grupo Santa Casa de Franca, referência regional de urgência e emergência em média e alta complexidade, envolve três unidades hospitalares: Hospital Geral, Hospital do Câncer (Unidade Oncológica), Hospital do Coração (Unidade Coronariana), além de um Centro de Reabilitação com atendimento multidisciplinar.
A entidade também atua como OSS (Organização Social de Saúde) e administra os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) das cidades de Franca, Taquaritinga, Casa Branca, Campinas, Vale do Jurumirim, São Carlos e Ribeirão Preto.
Sendo a única instituição de referência terciária do SUS em toda a região, atende a 22 municípios do DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde), incluindo Franca – o que abrange uma população estimada em mais de 700 mil habitantes.