Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto a média global de adultos entre 30 e 79 anos afetados pela hipertensão é de 33%, no Brasil estima-se que esse índice chegue a 45%, o equivalente a 50,7 milhões de pessoas. Desse total, 62% têm diagnóstico confirmado, mas apenas 33% estão com a pressão arterial controlada.
“A hipertensão, também conhecida como pressão alta, é uma condição em que a força do sangue contra as paredes das artérias permanece elevada continuamente, o que obriga o coração a trabalhar mais para bombear o sangue. Considera-se hipertensa a pessoa com pressão arterial igual ou superior a 140 por 90 mmHg (14 por 9)”, explica o cardiologista Ulisses Gianecchini, do Hospital do Coração, administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca.
O especialista destaca que fatores como obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão entre as principais causas da doença. “O sobrepeso e a obesidade, por exemplo, podem antecipar em até 10 anos o surgimento da hipertensão. Além disso, o consumo excessivo de sal e uma alimentação desequilibrada também contribuem para seu desenvolvimento”, afirma.
Tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alterações na visão podem ser sinais de alerta. No entanto, em grande parte dos casos, a hipertensão é silenciosa, o que torna essencial a medição regular da pressão arterial, mesmo na ausência de sintomas.
“A hipertensão, na maioria das vezes, não tem cura, mas pode ser controlada com medicamentos e mudanças no estilo de vida. Isso inclui manter o peso adequado, adotar hábitos alimentares mais saudáveis, reduzir o consumo de sal, praticar atividade física regularmente, evitar alimentos gordurosos, moderar o consumo de álcool, parar de fumar e controlar o diabetes”, orienta o cardiologista.
Celebrado em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença, que, se não controlada, pode levar a complicações graves, como infarto, insuficiência renal e acidente vascular cerebral (AVC).
A neurologista Dra. Thaisa Mourão Vasconcelos de Mattos do Grupo Santa Casa de Franca, reforça que a hipertensão é um dos principais fatores de risco para o AVC, tanto do tipo isquêmico quanto hemorrágico. “Quando a pressão arterial está descontrolada, há maior chance de rompimento de vasos cerebrais ou formação de coágulos, o que pode resultar em um quadro súbito de AVC. É uma situação que exige atendimento rápido para reduzir o risco de sequelas”, alerta.
Na Santa Casa de Franca, os atendimentos a casos de AVC são realizados de forma especializada, com suporte de equipe multidisciplinar, protocolo de trombólise e acesso ágil a exames de imagem, o que contribui para o diagnóstico precoce e a condução adequada dos casos. A instituição é reconhecida como referência em urgência e emergência neurológica na região e integra o Projeto Angels, iniciativa internacional que busca melhorar a qualidade do atendimento a pacientes com AVC. Em 2023, a Santa Casa conquistou a certificação diamante, concedida pela European Stroke Organisation (ESO), pelo alto desempenho e agilidade no cuidado a pessoas acometidas por acidente vascular cerebral.
Estrutura de referência no cuidado cardiovascular
O Hospital do Coração, administrado pelo Grupo Santa Casa de Franca, oferece estrutura voltada exclusivamente ao cuidado cardiovascular, com atendimentos ambulatoriais, cirurgias eletivas e de urgência, exames diagnósticos e procedimentos de alta complexidade. A unidade está equipada para tratar desde casos clínicos até intervenções cirúrgicas, com suporte em hemodinâmica, UTI especializada e pronto atendimento cardiológico.
Com equipe multidisciplinar e acompanhamento contínuo, o hospital também realiza avaliações de risco cirúrgico, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, além de exames como ecocardiograma, teste ergométrico, MAPA e holter, fundamentais para o diagnóstico e controle da hipertensão.