Por Pedro Maia
Editor-chefe
Nesta terça-feira, 25, a Câmara Municipal de Franca, durante a 12ª Sessão Ordinária, aprovou em caráter de urgência o Projeto de Lei Ordinária N° 28/2025, de autoria do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) que reajusta o salário e os benefícios do Poder Executivo (prefeito e vice), secretários e comissionados. A proposta, de caráter indenizatório, garante aos agentes públicos o Auxílio Alimentação no valor de R$ 1.036, abono escolar de R$ 386,04 e seis faltas abonadas.
O projeto não inclui aumento real, mas a reposição inflacionária de 4,87% no salário, referente ao período de 1° de março de 2024 a 28 de fevereiro de 2025. O projeto é visto como um “jabuti”, levando-se em consideração que a ideia era atender aos requisitos dos servidores públicos municipais, embora esteja aquém do reivindicado pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Franca e Região, o Sindserv.
Paralelamente, de autoria coletiva, a Câmara Municipal votou o Projeto de Lei Ordinária N° 34/2025, que estabelece os mesmos reajustes aos parlamentares de acordo com o texto enviado à votação pela Prefeitura. Este, recebeu aprovação de 11 vereadores. Marco Garcia (PP) e Walker Bombeiro das Libras (PL) votaram contra, Gilson Pelizaro (PT) cumpria agenda em Brasília e Daniel Bassi (PSD), presidente, votaria apenas em caso de empate.
Sindserv
Conforme trazido pelo Jornal Verdade na edição do último domingo, 23 de março, o Sindserv, que representa 5,3 mil servidores e é representado pelo presidente Luis Fernando Nascimento, declarou Estado de Greve, esperando que Alexandre Ferreira tome uma posição para atender aos anseios dos colaboradores.
Em reunião na última semana com o Poder Executivo, eles recusaram a proposta que agora foi aprovada. O sindicato reivindica um reajuste de 9% – que contempla a inflação e o aumento real – nos salários, Auxílio Alimentação de R$ 1.340 e a criação de um Auxílio Refeição no valor de R$ 15,00 diários.
Na manhã desta quarta-feira, 26, cartazes foram espalhados em vários setores da administração municipal pelos sindicalistas, criticando a desvalorização sofrida pela classe e cobrando os pedidos negados pela Prefeitura.