Por Pedro Maia
Editor-chefe
Nesta quarta-feira, 8, o novo prefeito de Restinga, Felipe Talvani (MDB), realizou um pronunciamento nas redes sociais sobre os débitos negativos encontrados na Prefeitura e o sucateamento da frota de veículos.
De acordo com Felipe, somente da última gestão, as dívidas da Prefeitura somam R$ 13.832.986,00 (treze milhões, oitocentos e trinta e dois mil, novecentos e oitenta e seis reais). Deste total, R$ 4,2 milhões são apenas de fornecedores. O município também perdeu a CND (Certidão Negativa de Débito) e precisa desembolsar R$ 5,2 milhões para recebê-la novamente.
“Foram feitas outras negociações no governo anterior e não foi pago. A última foi feita em julho! A Prefeitura tinha que dar 10% de entrada do valor dessa dívida, que na época foram quinhentos e poucos mil, e não pagou mais nenhuma parcela. Em dezembro, caiu a CND novamente. Hoje, pra gente renegociar, temos que dar 20% de entrada”, afirma Talvani.
Estes 20% significam que a administração precisará dar de entrada R$ 1,05 milhão para que possam parcelar novamente. A CND é importante para que a cidade receba recursos através de convênios, por exemplo, com o Governo do Estado. O prefeito destacou ainda que Restinga foi contemplada com uma viatura para a Patrulha Rural e, só não recebeu, porque já havia perdido a certidão na época.
“Além de toda essa dívida, que dá quase R$ 14 milhões, temos uma frota de veículos completamente sucateada, precisando de manutenção, é motor fundido, diferencial quebrado, pneu que precisa trocar e não temos saldo em caixa para resolver essa questão”, declarou o prefeito, que citou ainda dívidas com a CPFL, a Santa Casa e a APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Franca).
Esclarecimento
Entramos em contato com a ex-prefeita de Restinga, Karla Montagnini Ferracioli (Republicanos) mas, até o fechamento desta reportagem, não obtivemos resposta. Atualizaremos a matéria no site caso a solicitação nos seja atendida.