O dentista acusado de assassinar o auditor fiscal Adriano Willian de Oliveira em março de 2022, retornou a prisão após o Tribunal de Justiça acatar um recurso apresentado pelo Ministério Público e pelo assistente de acusação, levando à emissão de um mandado de prisão cumprido pela Polícia Militar na casa de Moussa, localizada na Vila Santa Rita, em Franca.
Moussa havia sido liberado em setembro de 2022, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que ele poderia responder ao processo em liberdade. No entanto, a recente decisão do Tribunal de Justiça anulou essa medida. Na manhã de quinta-feira, a Polícia Militar deteve Moussa, que foi levado para a Central de Polícia Judiciária e, em seguida, encaminhado à Cadeia do Jardim Guanabara.
O dentista será submetido a um julgamento por júri popular, conforme decisão do STJ no mês passado, embora a data do julgamento ainda não tenha sido estabelecida.
Em março de 2022, Samir Panice Moussa matou a tiros Adriano Willian de Oliveira, um auditor da Receita Federal de Franca, em frente a um bar na Avenida Major Nicácio. Oliveira, de 52 anos, foi abordado e baleado no tórax e na cabeça enquanto entrava em sua caminhonete. Ele morreu no local.
Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a identificação e prisão de Moussa, que confessou o crime e indicou a localização da arma usada. Moussa alegou ter agido por ciúmes, devido ao relacionamento de Oliveira com sua ex-mulher. Em contrapartida, a defesa de Moussa argumentou que ele estava sendo ameaçado e perseguido pelo auditor fiscal, que não aceitava o fim do relacionamento do casal.