Repórter: Esther Myna Finaci, especial para o VERDADE
O prefeito Alexandre Ferreira (MDB) aumenta seu ‘ranking’ de falhas e omissões na Saúde, desde que na outra gestão foi o autor da contratação de médicos falsos, sem diplomas e integrantes de uma quadrilha que atuava no país, cujo dever não só do secretário de Saúde da época e dele mesmo que havia ocupado a função na gestão de Sidnei Rocha e que seria pesquisar, avaliar e exigir comprovação profissional das empresas e grupos desses criminosos que foram desmascarados aqui e noutras cidades.
Em outra atitude irresponsável, assim que assumiu esse mandato, Alexandre passou a desmerecer os feitos do antecessor, Gilson de Souza que havia instalado a Casa da Mulher, onde mais de 150 mulheres eram atendidas diariamente com exames de Mamografia e outras enfermidades típicas do gênero e, sem considerar a importância do serviço, fechou a unidade montada na Avenida 7 de Setembro, próxima do Terminal Rodoviário, que facilitava ainda o atendimento de moradoras de cidades próximas e carentes desse procedimento preventivo ao Câncer de Mama. Um caprichoso gesto vingativo que prejudicou a população e aumentou seu demérito na crise crônica que a Saúde registra ao longo de todo o período que está no poder, tempo de dificuldades, desassistência e má conduta operacional na área, como é registrado no dia a dia de prontos socorros e unidades básicas.
O governo do Estado ainda na gestão de Rodrigo Garcia (PDSB), por intermédio da deputada delegada Graciela (PL), chegou a oferecer e incluir Franca no roteiro de visitas que a Unidade Móvel de Mamografia percorria as principais cidades para atender a demanda de exames, o que seria ideal também para as cidades que compõem a microrregião de Franca, no entorno de 23 municípios. Esse descaso foi cobrado em várias sessões da Câmara de vereadores mas, sempre aliciando integrantes com promessas e oferenda de recursos, evitou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e se livrou, momentaneamente, de ser novamente avaliado com a necessidade de ‘impeachement’, que no outro mandato quase aconteceu, não fosse a omissão do vereador aliado da época, Laercinho do Paiolzinho.
FALTA DE VACINAS – Durante a semana o médico Dr. Homero Rosa, da Regional de Saúde e especialista em viroses e epidemias, foi consultado e confirmou que as clínicas não dispõem de vacinas preventivas da Dengue, numa epidemia que até a última quarta-feira registrava quase 2.500 casos confirmados, o que tem superlotado as instalações de pronto atendimento público, atingindo adultos, crianças e até jovens vítimas do mosquito Aedes Egipty, causador da doença que, assim vem dificultando a Santa Casa de atender prontamente todos os casos de doentes infectados.
Em Ribeirão Preto, o prefeito Duarte Nogueira cuidou de, preventivamente, receber estoques de vacinas da Dengue para suprir as necessidades locais e cidades daquela região, onde os casos são, em termos proporcionais, bem menores do que aqui, apesar do contingente maior de habitantes.
MORTES – Os dados confirmados de mortes durante a atual crise causada pela Dengue, já alcançam nove vítimas, das quais poderia evitar se a prevenção, hoje limitada a alguns bairros com o método do “fumacê” para conter a expansão dos criadouros das larvas desse mosquito perigoso, o que não atende de acordo com médicos especialistas, as reais dificuldades que hoje a população está enfrentando, desde as faltas ao trabalho, ocupação de leitos hospitalares em detrimento de outros casos graves de internação emergencial, ao risco de morte pela doença.
EMERGENCIAL – Em pronunciamento na recente sessão da Câmara, o vereador Gilson Pelizaro (PT) fez o alerta e pediu urgência na medida de pelo menos dar atendimento adequado às milhares de vítimas da Dengue, propondo a instalação de um Hospital de Campanha, como na epidemia de Covid há quatro anos. “É alarmante, tem vidas em risco e a Prefeitura continua fazendo de conta que tudo não passa de uma situação passageira”, enquanto seus pares também apoiavam e pediam as providências necessárias. A secretária de Saúde, não se pronunciou oficialmente, preferindo entrar em rota de colisão com a Santa Casa, que distribuiu nota oficial pedindo mais verbas do Estado, pela insuficiência de recursos numa situação calamitosa e com riscos de vidas aumentando a cada dia.