Fábulas antigas são ainda hoje fabulosas ilustrações do que se faz na política e, entre seus figurantes despontam os mais ardilosos e atrevidos praticantes de mazelas para encher suas burras enquanto o povo carrega o peso dos impostos e dos serviços da mais baixa qualidade. Todo lugar onde é prevenindo que se evite o caos, aparece o intrigante jeito de pensar que o povo é bobo! Ainda mais na agilidade da cibernética e da internet apurada em questão de microssegundos.
Essa gatunagem de inventar problema para arrumar uma solução que vai gerar despesa, gasto, custo imprevisto e lucro para alguém, domina o cenário nacional, vem ao degrau do meio e chega até no menor, porém tão astuto quanto espertalhão, cada um a seu jeito, e da maneira mais bem produzida ao longo dos anos de malandragens.
E que veio confirmar o que já se previa, ainda que não houvesse resposta e/ou explicação da assessoria de notícias pagas a milhões, mas o problema da ‘adulteração’ do diesel nas ambulâncias municipais na terra dos falsos médicos, veio nova ‘doença’ entre tantos males já vividos, até a morte, ceifando vidas por falta de vagas, cirurgias adiadas, exames de mamografia, internações rejeitadas e outros descasos chocantes.
Se as redes sociais previam, o povo estava ciente do problema que viria com o dano nos motores das ambulâncias: foi usado o ‘remédio da gastança’, com ligeireza maior que a do gato que sobe no telhado. Dia 10 de janeiro, uma semana depois que a informação foi pedida e nunca respondida nem explicada, o diagnóstico: contrataram em Ribeirão Preto, em caráter de ‘urgência’ um veículo equipado para o socorro ou as viagens até os hospitais, ao custo de quase R$ 900 mil, sem licitação, para abastecer com
diesel ‘batizado’? Ato emergencial, mas suspeito e digno de ser investigado, já!
‘Me enganando, outra vez burgomestre?’ pergunta uma paciente que aguarda exames há mais de 3 anos numa das milhares de postagens durante a semana, quando a notícia se espalhou igual rastro de pólvora. Ela foi sutil até alcunhando o autor dessas ‘maracutaias’ com o nome pomposo do reinado em que o ‘mestre’ deitava e rolava na gastança e faraônicas proezas com o dinheiro do reino. Esperteza que a malandragem às vezes também deixa visível, indisfarçável, mas transparente na repetição constante.
A farra da compra de veículos não para, há mais de três anos a média mensal de um veículo já foi superada, entre caminhonetes, ambulâncias, carros de passeio, ou de luxo para deslocamentos das majestosas figuras que empoleiram para os encontros e reuniões de câmaradagem com vereadores em lançamentos de obras e manobras…
‘Aqui não, violão!’, nessa esparrela a população francana não vai cair enquanto as mídias estiverem ativas e atentas e, ao menos para responsabilização de cúmplices, silenciosos e calados de que ação popular será feita, em ano eleitoral e de altos riscos.