Os vereadores devem fiscalizar. Acompanhar e sugerir boas iniciativas ao poder Executivo é outra missão, mas não finalidade precípua, pois sempre cabe ao prefeito e seu “entourage” (vulgo bajuladores, áulicos e arautos pagos pelo rei), elaborar projetos que atendam à expectativa, demanda e cumprimento de necessidades da população, ou ‘do reino’. Lição histórica, de séculos em séculos sempre atualizada à realidade atual.
A medida ‘emergencial’ que o prefeito ilusionista aplicou na Câmara para obter um apoio a mais em suas bravatas eleitoreiras, de que o contrato com a concessionária do transporte coletivo urbano terá – a seu modo – que ser refeito onde já sabemos que correm muitos interesses financeiros de ambos os lados, prejudicando ou tirando do usuário mais necessitado, como idosos, trabalhadores e estudantes, vantagens ou compensações pela alta no preço das passagens e, do outro lado, o investimento que nunca é por inteiro
no compromisso da empresa exploradora do serviço.
A “São José” foi criada no século passado por Cyrillo Gonçalves e seus filhos e sócios da época passaram por várias gestões e outros tantos proprietários, porém suas finalidades sempre foram cumpridas para atender a demanda no serviço único, onde qualidade, pontualidade, segurança e competência devem ser a base do negócio. Mas, pela intromissão de interesses de gestores e seus subordinados na Prefeitura, respinga na Câmara onde vereadores mais espertalhões se põem historicamente a fazer ‘média’ e dali tirar proveito em suas campanhas quando vão atrás de apoio financeiro sempre.
Um dos trechos mais longos quando a cidade crescia era o trajeto da Estação à Zona Sul, chegando ao lado da Santa Rita e Santa Cruz, servindo de integração para a comunidade, tanto que ocupou parte da extensa Rua General Osório então chamada “rua dos bondes” quando o transporte era feito por tração animal, puxados a cavalos.
Essa via, hoje importante ainda, mas segmentada no centro pelo já superado calçadão, interligando com a Rua Voluntário Adriano Cintra no traçado básico, é uma criação com visão futurista já no século passado, pois comportaria um monotrilho para instalar ali o
VLT, que grandes cidades adotam e Ribeirão Preto avalia a implantação em breve. Aqui jamais será planejado por um gestor veterinário e ausência de especialistas da área.
Quando muito, a providência que deve ocorrer será um ‘estudo amadorístico’, pedindo maior frequência de horários nas linhas existentes, sem considerar que hoje o efeito poluidor é preocupante e perigoso à saúde, enquanto a frota circulante estiver abastecida por óleo diesel, com emissão de gases tóxicos por onde passa. Existem hoje modelos de ônibus elétricos como o VLT que se movimenta, ou movidos a Etanol e biogás.
Quem sabe num futuro próximo, com a renovação política e técnica da gestão, esses avanços chegam até aqui. Por enquanto é possível apreciar Ribeirão Preto planejando, enquanto o trecho Campinas/Sumaré foi pioneiro há 25 anos é útil até hoje. Pois é…