No ano-cafeeiro 2022-2023, a produção mundial de café incluindo as duas espécies de Coffea arabica e Coffea canephora atingiu o
volume físico total equivalente a 168,2 milhões de sacas de 60 kg, desempenho que representa um ligeiro acréscimo de 0,1% em relação ao mesmo período anterior. Tal volume foi apurado e computado somando as safras dos países integrantes das quatro grandes regiões produtoras do planeta: América do Sul, México & América Central, África, e Ásia & Oceania.
Neste contexto, merece destaque a safra total de café da América do Sul, maior região produtora do planeta, que atingiu o volume de 81,3 milhões de sacas de 60 kg, o qual corresponde a 48,3% da colheita mundial. Na sequência destaca-se a Ásia & Oceania, cuja produção somou 49,8 milhões de sacas (29,6%), seguida da terceira colocada, a América Central & México, com 19,2 milhões de sacas (11,4%). E, por fim, na quarta posição vem a África, que produziu o equivalente a 17,9 milhões de sacas de 60 kg, as quais representam 10,7% do que foi produzido em nível mundial, no ano-cafeeiro 2022-2023.
Vale ainda ressaltar que a produção total dos cafés da espécie Coffea arabica, em nível mundial, nesse mesmo período ora em destaque, atingiu a soma de 94 milhões de sacas de 60 kg, volume que corresponde a 55,9% da safra mundial. E, adicionalmente, que a safra de Coffea canephora (robusta+conilon), que foi de 74,2 milhões de sacas, representando aproximadamente 44,1% da produção total de café das quatro grandes regiões do planeta citadas anteriormente.
Na região de Franca, com extensões de cultivo ao sudoeste de Minas Gerais e algumas áreas da Mogiana, o tipo ‘arábica’ é predominante, mesmo que alguns produtores tenham se dedicado mais recentemente, a partir das duas penúltimas safras, ao cultivo do “robusta+conillon” antes exclusivamente nas áreas de cultivo do Espírito Santo e parte de Minas Gerais, porém alinhado como produto de mercado mais diversificado no centro e no leste europeu. Em função, ainda, da alteração climática na região africana e centro-americana.
Enquanto a produção bate recorde o consumo aumento na proporção semelhante, crescendo e chegando a bom preço no mercado internacional, na contagem custo x benefício, a equação que os produtores assimilaram com os avanços da tecnologia digital no campo, da compra de insumos ao preparo do solo e irrigação onde há secas mais acentuadas.