Em continuidade ao tema da produtividade na indústria, que se mostra como um quadro que interessa a todas as categorias industriais, desde o calçado e outras manufaturas à indústria metalúrgica, de alimentos, embalagens e o setor químico, na esteira de subdivisões e produtos específicos. Pela repercussão positiva do assunto, é importante complementar agora como foi a metodologia aplicada, os indicadores do estudo e, especialmente, sobre “dores e desafios na manufatura brasileira” de agora. Processos ineficientes tem que ser avaliados para alcançar a produtividade desejada.
Metodologia – A pesquisa realizou entrevistas com profissionais de diversas funções como gerentes de produção, diretores industriais, analistas de melhoria contínua, especialistas lean, analistas de métodos e processos, analistas de PCP, supervisores de produção, coordenadores e diversas outras posições estratégicas no chão de fábrica.
Dos entrevistados, 81% foram representantes de indústrias dos seguintes setores: farmacêutica, alimentos e bebidas, química, cosméticos, automotivo e metalurgia. Outros 19% dos setores têxtil e vestuário, plástico, papel e celulose, eletrônicos, petroquímicos e materiais de construção. Participaram indústrias de dois níveis de dimensão: com mais de 70 equipamentos produtivos, e com 50 a 70 equipamentos produtivos. Destacam-se então os principais indicadores a seguir.
Produtividade: 65,52% | As dores relacionadas a produtividade são altamente impactantes; 34,48% | As dores relacionadas à produtividade são relevantes, mas há soluções para enfrentá-las.
Desafios para atingir metas: 63,8% – Processos ineficientes; 45% – Tempo de setup; 40,2% – Baixo desempenho dos equipamentos; 38,2% – Falta de suporte e engajamento da equipe; 37% – Restrições de capacidade produtiva; 36,1% – Falta de recursos adequados; 34,4% – Baixa disponibilidade dos equipamentos; 26,2% – Dificuldade em perceber os gargalos; 18% – Excesso de holding time.
Acompanhamento do desempenho da produção: 38,6% – Com base em relatórios manuais ou planilhas; 14% – Não possui uma forma efetiva de monitoramento do desempenho; 32,8% – Por meio de sistemas de monitoramento em tempo real; 14,6% – Utilizando painéis de controle atualizados periodicamente.
Alocação de recursos (como garantia da capacidade produtiva): 49,62% – Com base nas necessidades produtivas do mês; 3,4% – Utilizando sistemas de monitoramento de equipamentos e processos; 41,38% – Por meio de um processo estruturado de alocação de recursos, levando em consideração a demanda e as capacidades; 6,6% – Após a identificação de ocorrências e eventos com
base na equipe operacional.
Assim, o conteúdo e toda a dinâmica que esse trabalho de pesquisa oferece, muito ajudará a indústria manufatureira do Brasil e, em especial, da região de Franca, como avalia o diretor do CIESP Regional, engº Carlos José Martins Tavares, que elogiou o informe.
A editoria do Jornal VERDADE se dispõe a estar pautando o assunto, como a ‘bussola’ que toda indústria deve seguir em suas projeções produtivas.