A cidade paulista de Americana, na macrorregião de Campinas, registrou um fato similar a outro controverso aumento de salários de vereadores como aconteceu em Franca recentemente. Porém, lá a expectativa é de que o projeto seja retirado de tramitação. Com o reajuste, o salário dos vereadores subiria de R$ 10.305,64 para R$ 14.427,90. Já o presidente da câmara, que ganha R$ 11.283,75,
teria um vencimento mensal de R$ 15.797,25.
A cidade atualmente tem metade da população de Franca e ostenta receita proporcionalmente mais alta, mas não se justifica tal aumento de 40%, metade dos 80% auto concedidos em Franca na ‘moita’ de uma sessão feita durante jogo da Copa do Mundo de futebol sob o comando do ‘expert’ Claudinei da Rocha, o mesmo que gastou na desnecessária e agressiva troca da imagem da Câmara, subestimando e desrespeitando quase 200 anos de história, retirando a efígie do brasão da cidade.
Entre outras barbaridades o mesmo Claudinei da Rocha (Cordeiro), que é evangélico praticante e ponto a ser Pastor no Jardim Aeroporto, aquele que tem até apoio dos Rotarys para manter banda marcial e escolinha de futebol, enquanto dirige creches com a família, consegue da parcimônia dos demais colegas e do prefeito aliado do mesmo MDB, até mudar nome de avenida de tradicional símbolo da família francana, dos Vieira Coelho…
Como se vê a despesa dos vereadores daqui é quase a mesma de lá, ainda que os integrantes sejam distribuídos entre vários partidos como Cidadania, PL, Podemos, PV, PSDB, PT, Republicanos, PSB e PDT, o que onera também a despesa proporcional de assessores diretos, além de motoristas e outros servidores que os acompanham nas viagens de alto custo a várias cidades, até para o exterior.
Acredita-se que o projeto será retirado em definitivo depois da rejeição que teve em dezembro deste ano, com protestos da população que se uniu para barrar o abusivo aumento a quem já recebe o suficiente para um tempo mínimo de trabalho, improdutivo e fora da realidade econômica, financeira e social de Americana.
O que faltou fazer em Franca, quando noticiamos o fato, o modo furtivo da aprovação em circunstância anormal de tempo e prazos na data de atenções da população voltada ao futebol da Seleção Brasileira. Enfim, mais uma lição de ativa participação da comunidade que deve se aliar para ao menos diminuir a sanha de gastos que se acentua e cresceram fora do comum nos últimos três anos, puxados pelo mau exemplo do prefeito, já alcunhado entre a população de “Gastão! Ferreira”.
A expressão ‘marajás’ faz referência aos líderes hindus das seitas indianas, que vivem suntuosamente em castelos dispendiosos, entre festas e eventos religiosos, numa região de extrema necessidade de saneamento, atendimento à saúde e fome.