Estamos oferecendo aos olhos da comunidade os alertas que as ‘autoridades’ já preferem ignorar ou fingir que não existem no panorama urbano, porquanto investem recursos públicos em obras que vão lhes dar projeção política, exibindo-se em caras e abusivas despesas de autopromoção pessoal onde o ‘capitão’ é o prefeito e os marujos seus vereadores aliados, todos mancomunados com gastança desmedida nas mídias.
Cansativa, longe de atingir o ego dos vaidosos de passagem por cargos, funções e obrigações atinentes a seus mandatos temporários, mesmo que em universidades ou escolas públicas a imagem do prédio do antigo Colégio N. S. de Lourdes é o exemplo e prova concreta desse desleixo e abandono sem razão que convença qualquer pessoa…
E agora, vamos abrir os olhos para outra tradicional peça da memória arquitetônica de Franca e seus quase dois séculos de vida urbana: a tradicional ‘escola profissional’ que formou e ainda se presta a educar e qualificar técnicos em atividades profissionais com nível de especialização comparáveis aos núcleos do SENAI e similares outros no país: hoje ETEC “Júlio Cardoso”.
A direção em rodízio do núcleo deixou de ter elementos de ligações profundas e raízes locais: nomeada pelo governo estadual em carreiras onde somam tempo e não se estabelecem na comunidade. Resulta o pardieiro motivo também do desinteresse, que nos primórdios da secular escola, teve mestres, professores e técnicos de vínculos sentimentais como os saudosos irmãos Dompieri (Arnaldo e Orlando), professora Nenê Ewbank Seixas e ao Evaristo Fabrício que chegou a Secretário de Educação no Estado.
Dos bancos escolares e oficinas da respeitada “escola profissional” saíram até professoras de artes, floristas, cozinheiras, marceneiros, serralheiros, qualificados e preparados para o mercado de trabalho com conhecimento e vivência proficientes.
Foi dali que veio alta qualidade técnica na indústria de máquinas para calçados, curtumes e pespontos, de famílias como os irmãos Poppi das máquinas mundialmente conceituadas, também os Freitas da Ivomaq, e das bombas Rochfer, de Totó Rocha…
O grande prédio da “Júlio Cardoso” encostado em outra construção histórica – o agora Museu José Chiachiri que sediou cadeia, câmara legislativa e até prefeitura – fecha uma área de quadra inteira e onde acontecem nas salas adaptadas às votações eleitorais a cada dois anos. Pode-se ver abandono, desleixo, imundície dominando os muros, portais e vítreos, telas, calçadas e um matagal
enorme fora e dentro do prédio! Um diretor pediu a anexação do prédio do Museu à escola, para aumentar o pardieiro, o que acelerou a doação em definitivo ao município, na recente gestão Gilson de Souza.
Esperar o que mais? Que as traças, cupins, intempéries consumam o prédio? A função de prefeito, do ‘vice cultural’, vereadores do bem-bom, deputados têm atitude? Ou juntar o que restar ao panorama degradante dos prédios como escolas antigas dos colégios Champagnat, N. S. de Lourdes, Posto de Saúde, Ginásio do Clube dos Bagres?