Vereadores afrontaram cidadão que não tolerou o deboche de alguns deles e de outros, que se colocam como ‘meros seguidores do regimento interno’, inclusive o atual presidente do Legislativo, que deve e pode bem usar do cargo para atender aos munícipes, determinando às suas advogadas e assessores que estão a cumprir ordens, avaliando a situação e, necessariamente, alterarem essa prática nociva e apresentem soluções, a cumprir em sessões normais, sem necessidade de reuniões extraordinárias de homenagens, que oneram ainda mais os gastos excessivos na casa.
Em outra informação levada pelo munícipe há uma representação ao Ministério Público sobre a contratação sem concurso e admissão imediatista de um ‘animador de auditório’, como figurante de ‘cerimonialista’ (sic) nas ditas sessões de homenagens
do alcunhado ‘curral eleitoral’.
As ponderações do munícipe Ricardo Chagas, traduzindo o sentimento da maioria da população, estarrecida diante de gastos desmedidos e do abusivo aumento auto concedido em 2022, para vigorar na próxima legislatura, aumentando 80% sobre salários atuais para beneficiar em 2025 o prefeito, vice, assessores e os funcionários aposentados, além dos atuais concursados e comissionados.
No dia 23 de outubro foi peticionado ao Ministério Público de São Paulo, onde expôs as razões e já fez circular nas redes sociais onde foram minimizados e ironizados por vereadores e desqualificado pelo próprio presidente Carlos Buce (PL) o ‘Carlim Petrópole Farmácia’, que assinou mais de 400 placas e diplomas para as homenagens custando quase R$ 70 mil aos cofres públicos desde 2021 até agora.
A base da denúncia está no Regimento Interno, artigo 154, inciso V de onde o vereador na presidência se armou para emitir de antemão uma informação através da assessoria de notícias, de que está tudo ‘legalizado’, na sua circunstância ‘formal’ com relatório da onerosa assessoria jurídica que mantém, sem entrar no mérito da questão e, como é dever de ofício, responder aos cidadãos sobre dúvidas e atitudes abusivas. E se o Regimento prevê que se proceda à correção, aprimorando essa norma superada.
De fato, a argumentação procede pelo ambíguo sentido da ‘homenagem’ com o diploma e uma velada pré-campanha eleitoreira de constranger as pessoas, familiares e convidados para a encenação, celebrada ainda com discursos, coquetéis e o oneroso ‘cerimonial’ que custa aos cofres públicos R$ 270 por hora, ou R$ 1.500 por dia!
O desgaste da imagem dos atuais vereadores piora a cada dia e na sequência de abusos, gastos desmedidos e afronta aos reclamos da população, exige um basta, que se espera venha do Ministério Público que, em outras ocasiões, fez valer a sua missão de interceder a favor do cidadão diante os excessos e abusos do Executivo e do Legislativo. A população espera que isso, realmente, aconteça o quanto antes.