Era o início de má gestão que parecia prenunciar repetidas farsas de obras nunca feitas, adiamentos propositais e ausência de seriedade com os desvios de conduta conhecidos da população. O que já se previa, veio a se confirmar…
Assumindo postura de “Senhor Cultura” o vice-prefeito eleito sem lastro político, cooptado numa coligação partidária casuística, foi autorizado pelo ‘descobridor’ a iniciar a grande promessa da gestão: “vamos investir na reforma total do ex-colégio Champagnat, um marco da história educacional em Franca”. Pura balela diante de um grupo escolhido para receber a ‘boa nova’ em janeiro de 2021.
Ali mesmo, quatro anos antes, esse mesmo prefeito fazia da histórica capela do colégio marista, um almoxarifado de caixas e papéis velhos, jogados ao chão. Indagado sobre o inaceitável estado em que deixava o local com obras de artistas que decoram as
paredes, o teto e o altar sucumbindo no desleixo, dizia que ‘ali nada é prioritário’ e terminou uma pífia gestão desocupando às pressas o espaço. Até correndo (ele) o risco de ser cassado por contratar médicos falsos, prática lesiva à saúde da população que voltaria a repetir no retorno. E ainda assim, o incorrigível ressuscitou.
Fazendo o vice de moleque de recados, das mentiras e do engodo voltaria ao cenário da Capela, que nos idos de 2017 quando filmada para um programa local de TV, teve a presença da guarda civil incumbida pelo “marcelim do gabinete” (sic) para impedir e sob ‘ordens’ da figura abjeta e anti-cultural “podem chamar a PM e mandar prender, se insistir em filmar a capela”. A cena foi hilária,
os guardas saíram e tudo foi documentado e mostrado na TV, diante da ‘prisão de ventre’ do estafeta.
Insistente em falsetes, o mesmo gestor desrespeita agora o acervo de pinturas sacras dos renomados artistas francanos como Bonaventura Cariolato, Luís Schirato, Antônio Modenesi e A. Ferrante que ainda decoram (espera-se!) o histórico ambiente hoje esquecido, sem qualquer atividade cultural, educativa ou religiosa.
O agora vice ‘cultural’, encolhido na diminuta dimensão de governo monocrático e minúsculo, passou a se desviar do assunto e nada foi feito para a recuperação do prédio centenário. E a capela no silêncio, vertendo lágrimas (de goteiras no velho telhado), chora o ato de desprezo, desrespeito e ignomínia ao que ainda sobrevive na memória de milhares de alunos e várias gerações que ali
oravam, louvando a Deus e o santo Marcelino Champagnat, ‘benfeitor da mocidade’, tristemente deixado às traças pelos malfeitores iníquos, sem espírito memorial e nenhum respeito às tradições.
Acostumado a bravatas e anúncios espalhafatosos de ‘obras’ milionárias, o gestor descumpre outro ‘plano’ de recuperar antiga estação ferroviária, ideia brega, burlesca e fútil de ali instalar um ‘mercadão’, onde a imagem “alexandresca” pode até decorar o espaço reformado a peso de um gasto desnecessário e politiqueiro.
A hora da verdade está chegando e os francanos vão dar a resposta e se redimir de um engodo eleitoral de 2020. Errar uma vez perdoa-se, duas é alerta e a terceira é inaceitável, diabólica como a sábia cultura popular. Salve Franca, São Marcelino Champagnat!