A Justiça condenou o escrivão Thiago Borges Miguel, da Polícia Civil de Franca, a 8 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de abuso sexual cometidos contra mulheres que procuravam a delegacia para prestar depoimento. Os delitos aconteciam dentro da sede da CPJ (Central de Polícia Judiciária).
Thiago, que foi preso em junho deste ano, cometeu os crimes em 2022. A condenação é resultado de apenas um dos três processos pelos quais o acusado responde. Borges também precisará pagar R$ 30 mil a uma de suas vítimas. Ele também perde o cargo público que tinha após 12 anos na área.
O juiz Orlando Brossi Júnior, que considerou o fato como crime hediondo de estupro, também determinou que Thiago Borges não poderá recorrer em liberdade. As transgressões do então escrivão ainda seguem em investigação.
Antecedentes
Conforme informado pelo Verdade à época da prisão de Thiago, os crimes aconteciam sempre que as vítimas se dirigiam à sala para prestar depoimento. Alguns relatos dão conta de que a sala era trancada e que o escrivão pedia então os celulares das vítimas. Vasculhando seu arquivo pessoal, o homem perguntava de suas fotos e identificava seus familiares. Colocando uma arma de fogo sobre a mesa, o acusado obrigava as mulheres a praticarem sexo oral com ele.
Ao final de 2022, três mulheres relataram os abusos sofridos pelo escrivão. Em junho, ele foi preso preventivamente por Policiais da 3ª Corregedoria Auxiliar de Ribeirão Preto. Sua arma e sua carteira funcional também haviam sido apreendidas.