A Câmara Municipal de Ituverava acatou por unanimidade o parecer emitido pela presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, vereadora Andréa Yamada (PL), e constitui uma Comissão Processante que poderá cassar o vereador e médico Laerte Fogaça de Souza Filho, que se encontra preso acusado de abusar de pacientes. O prazo para concluir a análise é de 90 dias.
A decisão foi tomada durante sessão realizada na noite de terça-feira, 6. De acordo com o parecer do Conselho de Ética, o vereador procedeu de maneira incompatível com a dignidade da Câmara Municipal e faltou com ética e o decoro na sua conduta pública.
Laerte Fogaça foi afastado preventivamente do cargo por 90 dias. O primeiro suplente do PTB, Helenílson Polícia, assumirá sua vaga na Câmara de Ituverava. O vereador alvo do processo de cassação é médico ortopedista e foi preso preventivamente no dia 1º de junho por suspeita de violação sexual mediante fraude em Igarapava. A revelação dos supostos casos de assédio aconteceu no fim de maio, depois que uma paciente saiu de uma consulta no Hospital dos Canavieiros e foi direto à delegacia denunciá-lo.
Após a denúncia, pelo menos oito mulheres procuraram a polícia e relataram que passaram pelo mesmo tipo de situação. Laerte Fogaça é alvo de inquérito da Polícia Civil e de sindicância no Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo). O médico nega as acusações. Ele está no primeiro mandato como vereador em Ituverava.