O jornalista, radialista e apresentador de TV Realindo Jacintho Mendonça Júnior faleceu, aos 70 anos, na madrugada deste sábado, 1º de outubro. Realindo Jr. lutava contra um câncer no intestino e nos últimos dias havia passado por cirurgia por duas cirurgias, mas não resistiu às complicações. O velório acontece no São Vicente de Paula até 15h e seguirá para Jeriquara, onde será o sepultamento às 16h.
Realindo era natural de Ituverava, morou em Jeriquara, também na região, e aos 10 anos, se mudou com os pais – o dentista Realindo Jacintho Mendonça e a professora Laura Ferreira Mendonça, para Franca e se considerava francano. “Franca é a minha cidade, existem os francanos nascidos aqui e os de coração, como eu”, disse, em recente entrevista ao Jornal Verdade em comemoração ao aniversário de 70 anos, que completou no dia 8 de setembro.
Em Franca, Realindo se formou em contabilidade e direito, mas a sua paixão era o jornalismo. E foi na imprensa que ele construiu uma história de respeito, solidez e referência para profissionais da área e leitores. Realindo dominava as palavras como poucos e tinha uma memória extraordinária. Narrava os fatos com detalhes e em inúmeras ocasiões ajudou a projetar o nome de Franca para outros lugares. Colunista do Jornal Verdade, assinava a seção Documento Verdade, entre as mais esperadas, admiradas e comentadas.
Sua carreira como radialista começou quando tinha 17 anos, na rádio PRB-5. Realindo também foi correspondente do Estadão na região de Franca por 31 anos e trabalhou na TV Record por quase duas décadas. Durante três anos, ele apresentou o Momento Agrícola no Jornal da Record, ao lado do renomado jornalista Carlos Nascimento. Reportagens que ele escreveu circularam pelo país e no exterior, como no jornal Le Monde, na França. Ele também atuou na política, como diretor da Câmara Municipal e assessor na Prefeitura de Franca.
Realindo era casado com Veranice e pai de Lilian, psicóloga, das advogadas Maria Laura e Lívia e do agrônomo Guilherme. Familiares, amigos e colegas de imprensa lamentaram a sua morte. O psiquiatra Ronaldo Jacintho, irmão dele, destacou o legado deixado por Realindo. “Tenho muito orgulho dele, do espírito agregador que ele tinha, de convocar as pessoas mesmo e o olhar social que trazia sempre. Ele não gostava de falar de problemas, era muito positivo e teve uma carreira pontilhada por exaltar coisas boas que as pessoas faziam. Ele vai deixar muita saudade e um exemplo para todos, os irmãos, os filhos, os sobrinhos”, afirmou o irmão. “Neste domingo, seria um dia que ele estaria muito atuante por conta das eleições”.
A jornalista Rosana Branquinho lamentou o falecimento do amigo. “O Realindo era meu amigo, irmão, meu mentor, foi ele que me colocou na política, ele que me incentivou. Eu trabalhei com ele diversas vezes nesses últimos 40 anos, a gente tinha um carinho muito grande um pelo outro e ele me ensinou muito. Ele foi meu mestre. Só tenho gratidão e lembranças boas, de todos os aprendizados e de tudo que ele me ensinou”. Parentes e amigos estiveram no velório para se despedir e prestaram homenagens com dezenas de coroas de flores.