O açougueiro José Orlando testemunhou o acidente que terminou em morte na avenida Geralda Rocha Silva, na zona norte da cidade, ele era amigo do motociclista morto, João Severino de 53 anos. Ele conta que possuí vários ofícios pedindo melhorias na sinalização do local, que é palco frequente de acidentes.
“Há um ano e meio a gente pede melhorias, já pedi lombofaixas para diminuir a velocidade, mas nada é feito. Os carros descem em alta velocidade por aqui, não conseguem fazer a curva e invadem a contramão, assim como aconteceu com o João. Ele era vendedor, eu inclusive comprava muito dele”, relatou o empresário.
Ainda segundo José, o motociclista morreu antes da chegada do socorro. “Foi um barulho muito alto, a gente assustou demais. Na hora já ligamos para o SAMU, mas pelo que vimos ele não resistiria mesmo, ele estava muito machucado. Até deu vontade de socorrer, tirar o capacete, mas não pudemos fazer isso. Infelizmente mais uma morte. Há um ano e meio peço uma lombofaixa aqui, mas a Prefeitura não faz nada. Essa morte poderia ser evitada, e outras também”, desabafou.
O motociclista Marcos Oliveira passa pelo local todo dia. Para ele o problema tem início no alto da avenida, que é muito estreito. “Já disseram que iam duplicar a avenida, mas não tem espaço pra isso. Tem que melhorar a sinalização, os carros passam por aqui voando e outros acidentes podem acontecer”, disse o motociclista.
Foi na noite de segunda-feira (26), que o vendedor João Severino de 53 anos, perdeu a vida no acidente. Ele subia a Geralda Rocha Silva, no sentido João Liporoni ao Tropical, quando foi atingido por um carro que seguia no sentido oposto e invadiu a contramão. Ele foi arremessado e com o impacto, morreu na hora, antes da chegada do socorro.
A perícia esteve no local e as causas do acidente e da morte serão apuradas. O condutor do carro afirmou que não viu o motociclista e que por isso não pôde evitar o acidente, testemunhas disseram que ele estava em alta velocidade, e por isso não havia conseguido fazer a curva.
O corpo dele foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Franca, e após liberado para os familiares. O sepultamento acontece às 16h desta terça-feira (27), no cemitério Santo Agostinho.
O Jornal Verdade pediu um posicionamento para a Prefeitura sobre a falta de sinalização no local, confira a nota:
“A Secretaria de Segurança informa que enviou uma equipe técnica na avenida Geralda Rocha Silva e, após análise, foi constatado que no local do acidente existe uma curva, inviabilizando a instalação de lombada ou lombofaixa. Comunica ainda que irá reforçar a sinalização no local”.
Confira as imagens do acidente: