O caso que ganhou as redes sociais de Franca, da agressão de um homem a uma mulher em um carro em movimento na Avenida Alonso y Alonso, ganhou desdobramentos nas últimas horas. O agressor foi identificado: Luís Fernando Messias, ex-namorado de Kimberly Oliveira, de 18 anos.
Tudo teve início na tarde de terça-feira (28), quando uma empresária viu que no veículo que trafegava à sua frente, um homem espancava com socos a passageira, que em uma parada no semáforo, chegou a pedir socorro. A empresária gravou um vídeo para registrar as agressões e também a placa do veículo, logo as imagens ganharam as redes sociais e causaram revolta na cidade.
A empresária contou que acionou a Polícia Militar, que chegou a fazer buscas pelo veículo com base na placa – de Minas Gerais, mas o casal não foi encontrado. Ainda na terça-feira, a família procurou a Polícia Civil e informou que trata-se de Kimberly, que estava escondida na casa de uma amiga no centro da cidade, para fugir do ex que não se conforma com o fim do relacionamento, que era conturbado e marcado por ciúmes e agressões praticadas pelo homem.
A família contou para a polícia que Luís descobriu onde a ex estava, foi até o local armado e sob ameaças obrigou que ela entrasse no carro. Quando dirigia pela movimentada avenida Alonso Y Alonso, acabou sendo flagrado pela empresária. Ainda nesta quarta, a Polícia Civil encontrou Kimberly na casa da ex-sogra, com ferimentos. Ela passou pelo Instituto Médico Legal (IML) de Franca e depois prestou depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O agressor ainda não foi encontrado.
Pouco tempo depois de ser publicado, o vídeo viralizou nas redes sociais e em grupos de WhatsApp de Franca. Na página do Verdade no Facebook, internautas mostraram indignação. “Parabéns a empresária que filmou e denunciou, mulheres não se calam, denuncie”, escreveu Rosângela Rodrigues.
“Sem falar que ainda podia ter provocado um acidente. Será que ele não pensou?”, questionou Maria Aparecida Gonçalves. Outros usuários mais revoltados usaram palavrões para se referirem ao agressor, mostrando a revolta que o caso gerou. Outros ainda comentaram com “up”, para que a publicação ganhasse mais engajamento.