O Sindifranca fechou parceria com a Ilsa Brasil, na manhã desta sexta-feira (27), a empresa é referência mundial em biotecnologia, especialista por transformar matérias-primas de origem renovável em produtos de alto desempenho para a agricultura.
No evento, que reuniu vários empresários do setor calçadista, Lucas Alban, CEO da Ilsa Brasil apresentou a empresa, de origem italiana, com unidades de processamento em diversos países, sendo duas em pleno funcionamento na cidade de Portão – RS.
“Utilizamos métodos industriais modernos e sustentáveis, que são uma ótima solução para passivos ambientais de diversos setores industriais. O resultado são adubos altamente eficientes, que ajudam a agricultura orgânica a aumentar a produtividade e qualidade das safras, de forma cada vez mais responsável e consciente” afirmou Lucas.
Ele demonstrou ainda como a empresa, através da tecnologia foi capaz de transformar resíduos da indústria coureiro-calçadista, em fertilizantes altamente eficientes, reduzindo o impacto ambiental e aumentando a produtividade das culturas agrícolas.
Na ocasião, foi assinado entre Sindifranca e a Ilsa Brasil um protocolo de intenções onde esta pretende instalar uma unidade de processamento de resíduos em Franca nos próximos meses, para tratar de uma demanda antiga do setor: um destino mais sustentável para os resíduos coureiro-calçadistas.
“Levou mais de 30 anos para conseguirmos um parceiro que atingisse esse objetivo com excelência, mas todo o trabalho valeu a pena. Neste que é um momento histórico para Franca, podemos afirmar que o setor calçadista ganha um presente: mais sustentabilidade para o calçado mais famoso do Brasil!” comemorou José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca. “Agora o Sindifranca, juntamente com a Ilsa Brasil, poderá oferecer a seus associados um benefício que agregará ainda mais valor ao calçado de Franca, que é a garantia de menor impacto para o meio ambiente, com redução de passivo ambiental para 0%”, afirmou Brigagão.
A expectativa de Lucas Alban é que a unidade de processamento possa começar as operações em até 18 meses. Os estudos e procedimentos técnicos já estão em andamento. A usina atenderá os resíduos da indústria calçadista e também de curtumes e outros que processam couro na região.