O IE-Acif (Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca) foi às ruas investigar as intenções dos francanos acerca do Saque Extraordinário do FGTS: benefício concedido pelo Governo Federal que permite saques até R$ 1 mil das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, pela Caixa Econômica Federal. De acordo com os resultados, 55% dos francanos que irão requisitar o benefício pretendem pagar suas dívidas com o valor sacado. Outros 18% pretendem poupar; 13% comprar presentes; 3% viajar e 11% vão utilizar o recurso para outros fins.
Os pagamentos se iniciaram em 20 de abril e, de acordo com o IE-Acif, cerca de R$ 44 milhões devem ser injetados na economia local até o pagamento da última liberação do calendário divulgado pelo governo, marcada para 15 de junho.
“A injeção do recurso liberado pelo Governo Federal é muito importante nesse momento, nos baseando em três causas: amenização dos efeitos da inflação, possibilidade de pagamento de dívidas em atraso e movimentação das vendas do comércio varejista”, afirma o economista responsável pelo IE-Acif, Adnan Jebailey. “Contudo, vale salientar que o modelo de crescimento econômico calcado no consumo, como esta liberação do FGTS, já está se esgotando. Como demonstra a pesquisa, apenas 2 de cada 10 francanos irão recorrer ao benefício”, conclui.
Conforme apontado pelo economista, 81% dos entrevistados não realizarão o saque extraordinário do FGTS. “Boa parte da população já usou seus recursos do FGTS em outras oportunidades. A primeira liberação ocorreu ainda no governo Michel Temer e a segunda, já no atual governo. Válido dizer que muitos se recolocaram no mercado de trabalho em 2021, não tendo, ainda, acumulado muitos recursos via FGTS”, diz Jebailey.