Nelise Luques
A 2ª Alta Café (Feira de Negócios e Tecnologia da Alta Mogiana), realizada de 22 a 25 de março, no Clube de Campo em Franca, superou as expectativas com mais de R$ 173,4 milhões em negócios. O volume financeiro é 125% maior que o da primeira edição, quando foram negociados R$ 77 milhões, e considera os resultados dos contratos efetivados durante a feira e dos prospectados para os próximos meses.
Realizada pelo Sindicato Rural de Franca e a Aeagro (Associação dos Empreendedores do Agronegócios de Franca e Região), a Alta Café retornou após dois anos de sua estreia por conta da pandemia e bateu recordes. A feira recebeu 9,7 mil visitantes (244% a mais em relação a primeira feira), teve a presença de 87 expositores e 165 marcas relacionadas ao agronegócio, de modo especial à cafeicultura.
Durante os quatro dias de evento, produtores de 180 cidades de nove estados puderam ter acesso às máquinas, peças e equipamentos, insumos agrícolas, práticas sustentáveis e inovações para o campo. Houve também o registro de seis visitantes estrangeiros (China, Japão e Portugal).
Com oito instituições financeiras presentes, a feira foi palco para o lançamento de uma linha de crédito exclusiva de custeio antecipado para a cafeicultura na safra 2022/2023 e outros seis lançamentos de máquinas, equipamentos e fertilizantes.
A 2ª Alta Café contou ainda com palestras técnicas, a participação de 15 marcas de cafés especiais, lanchonete e restaurante.
“Estamos muito felizes com o resultado e agradecemos a todos os envolvidos. Batemos recordes e a feira teve resultados muito além do que era prospectado. Após dois anos de pandemia, geadas históricas, dúvidas sobre o formato presencial e outras incertezas para o setor, o agro mais uma vez mostra seu dinamismo, toda a sua pujança e que o produtor rural realmente acredita em seu negócio”, afirmou o presidente da Alta Café, José Henrique Mendonça.
A estimativa é a de que o evento tenha gerado mais de 1.500 empregos, além de movimentar outros segmentos da cidade, como o setor hoteleiro, restaurantes e transporte.
O balanço foi apresentado durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (29), no Sindicato Rural. Francinaldo Alves, da diretoria da Aeagro, também comemorou os resultados positivos do evento e destacou o fato da Alta Café ser uma feira segmentada. “Tivemos muitos motivos para desistir dessa feira, ela estava pronta para ser feita em 2021, só que a pandemia afetou o mundo inteiro e precisou ser adiada, mas não desistimos. A 2ª Alta Café surpreendeu e ela não é uma simples feira, é focada em uma das principais culturas do país, que é a cafeicultura e trata da vida do homem do campo, dos processos, da lida do dia a dia do produtor”, disse Alves.
A 3ª edição já começou a ser formatada e acontecerá na segunda quinzena de março de 2023, no Clube de Campo. A data oficial deve ser definida e divulgada na próxima semana. “A expectativa é que a feira seja pelo menos 30%, 40% maior”, disse o presidente José Henrique. Segundo ele, dos 87 expositores participantes deste ano, praticamente todos estarão na próxima edição e já há 23 empresas interessadas na fila de espera.
“A feira movimenta diversos segmentos, como o tripé formado pelos produtores de café, empresas de tecnologia e bancos e cooperativas de crédito. Com a Alta Café, a semente está lançada e está virando uma árvore frondosa”, afirmou José Augusto Freixes, vice-presidente da Aeagro.

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Parabéns Flávia