Amigos e familiares encontraram na manhã desta quarta-feira (9), o corpo de José Leomar, de 22 anos, que desapareceu com mais dois amigos no último domingo (6), na cachoeira dos Dourados na zona rural de Nuporanga. No início da tarde o corpo de Wanderson Cruz, também de 22, foi localizado .
“O nosso amigo Carlinho pescador viu o corpo. Ele está ajudando desde ontem, e hoje eles estavam percorrendo o rio com a canoa e viram o corpo, amarramos para não ser levado pela água. Minha esperança é achar se Deus quiser, ainda hoje meu filho, porque depois de três dias vai ficando mais difícil, corpo some na água”, contou Francisco Chagas, pai de Wanderson Cruz, antes do filho dele ser localizado sem vida.
“Eu sei que é difícil encontrar com vida, mas isso é Deus quem decide. Eu agradeço todos os anos que passei aqui com meu filho, era um menino muito bom, muito trabalhador, foi um anjo para mim. Tudo o que eu pude fazer para ele eu fiz, e tudo o que ele poderia ter feito para mim ele fez. Ele completou 18 anos, tava fazendo tiro de guerra, estava no primeiro emprego, o salário dele está lá no banco, nem retirou”, disse Leonarda Rodrigues, mãe de Luan Rodrigues, que ainda não foi encontrado.
A moradora de São Joaquim da Barra também rebateu informações de que o filho dela teria bebido antes de entrar na água. “Ele entrou para tentar ajudar o amigo dele que estava se afogando. Eu tô tendo forças para vir aqui para fazer essa última homenagem para o meu filho. Meu coração de mãe aceita o que Deus deu para mim. Deus me deu ele esses anos todos, se for para ter vida, é o que eu quero, mas nessas circunstâncias de desaparecimento, se tiver levado meu filho eu aceito na felicidade e na dor. Deus sabe de tudo, sabe o melhor para a minha vida. Essa vida que a gente passa na terra é temporária, nossa vida eterna é no céu”, finalizou a mãe.
José Leomar e Wanderson Cruz, ambos de 22 anos, e Luan Rodrigues, de 18, estavam nadando quando afundaram e foram levados pela correnteza do rio Sapucaí, no último domingo (6), na zona rural de Nuporanga, na região de Franca.
“O Leomar foi primeiro, junto com outro amigo nosso. Eles começaram a afundar, e eu, o Wanderson e o Luan, fomos até lá para tentar ajudar. Nós conseguimos salvar o Matheus, mas os outros cansaram de nadar e começaram a afundar até que sumiram. Foi um desespero muito grande”, contou Jhonatan Raylan, operador de máquinas que testemunhou tudo.
Ainda segundo Jhonatan, eles subiram até próximo a rodovia onde conseguiram sinal de celular para acionar os bombeiros. Eles estiveram no local, mas por conta da baixa luminosidade e a força da correnteza, as buscas tiveram início apenas na manhã desta segunda-feira.
“A gente veio aqui outra vez e foi tudo bem, jamais imaginamos que aconteceria isso”, ressaltou.