Nelise Luques
Nesta semana, Franca se prepara para ter seu primeiro Santuário Diocesano. Com celebração solene a ser presidida pelo bispo Dom Paulo Roberto Beloto, às 19h30, do dia 18 de fevereiro, próxima sexta-feira, a Paróquia Santo Antônio, no Bairro Cidade Nova, será elevada a santuário e o monsenhor José Geraldo Segantin empossado reitor do local.
A iniciativa de instalar o Santuário na cidade é dele em conjunto com fiéis e paroquianos. Segantin acredita que o local irá favorecer a aproximação dos fiéis com Deus e fortalecer a peregrinação de devotos de Santo Antônio à cidade de Franca. Durante a celebração solene, será apresentada à comunidade uma relíquia do padroeiro que ficará exposta no santuário, é um fragmento de “osso” enviado pela Basílica em Pádua, na Itália.
José Geraldo Segantin tem 62 anos de idade, nasceu em Orlândia, mas reside em Franca desde 1981, quando foi transferido por determinação do bispo Dom Diógenes Silva Matthes. Em janeiro de 2017, após 27 anos à frente da Igreja Nossa Senhora da Conceição – Catedral, ele foi transferido para a Paróquia Santo Antônio. Desde então, vem promovendo melhorias importantes no templo e na programação religiosa.
Daqui a poucos dias, será um dos protagonistas de mais um marco na história da Paróquia e da Diocese de Franca: a instalação do primeiro santuário francano. “Desejo que todos encontrem no primeiro Santuário Diocesano, dedicado a Santo Antônio, um local aconchegante e que preencha o coração de todos pela fé”.
O senhor está prestes a se tornar reitor do primeiro Santuário na cidade de Franca. Como estão as suas expectativas para este momento?
A expectativa para a chegada ou elevação da Paróquia a Santuário é totalmente pastoral. Desejo que todos encontrem no primeiro Santuário Diocesano, dedicado a Santo Antônio, um local aconchegante e que preencha o coração de todos pela fé.
Padre José Geraldo, sabemos que a elevação da Paróquia Santo Antônio a Santuário contou com forte iniciativa sua, junto a fiéis e paroquianos. O que o motivou fazer esse pedido ao bispo?
Os motivos que abriram oportunidade para fazer o pedido: A devoção “universal” a Santo Antônio; a participação dos fiéis na paróquia e o número permanente de pessoas que visitam a igreja e a imagem do padroeiro.
A aprovação para que fosse transformada em Santuário foi relativamente rápida e de forma unânime. Como o senhor se sentiu ao ver o processo fluir dessa forma?
Ao ver como o processo caminhou, a cada etapa, eu pensava: É a vontade de Deus se cumprindo e atendendo às nossas necessidades.
O senhor também teve a iniciativa de solicitar uma relíquia de Santo Antônio à Basílica em Pádua, na Itália. Franca conseguiu algum objeto do padroeiro?
Teremos exposta a relíquia de Santo Antônio. Veio de Pádua (Itália), onde está sepultado o santo. Foi concedida ao nosso Santuário uma relíquia considerada de “primeira grandeza” por ser um fragmento de “osso” de Santo Antônio. Tem documento que comprova a autenticidade.
Uma vez transformada em santuário, a paróquia sofrerá alterações em suas programações rotineiras. O senhor havia comentado sobre missas temáticas, como da Família e das Crianças. O que ficou definido e será oferecido para a comunidade a partir da instalação do Santuário no dia 18 de fevereiro e qual a importância de oferecer essas atividades?
Sobre a rotina no Santuário, teremos algumas atividades pastorais e devocionais: Continuaremos com as missas normais já celebradas; o Terço dos Homens; o Terço das Mulheres; o dia 13, mensalmente, será celebrado com devoção especial, lembrando o dia de Santo Antônio que é 13 de junho; teremos às quintas-feiras a benção do Santíssimo e também as missas especiais, além do sacramento da penitência. O Santuário precisa favorecer a aproximação dos fiéis com Deus.
Como será a celebração de instalação do Santuário de Santo Antônio?
A celebração será presidida pelo Sr. Bispo Diocesano Dom Paulo Roberto Beloto, às 19h30, do dia dezoito 18 de fevereiro próximo. A elevação se dá durante a Celebração da Eucaristia. São proclamados os Decretos instituindo o Santuário Diocesano e a nomeação do primeiro reitor. Neste dia será apresentada a relíquia que permanecerá exposta na Igreja.
Na sua opinião, será um presente para a cidade contar com um santuário?
Acredito e rezo para que este “presente “ que Deus nos concedeu, pela intercessão de Santo Antônio, continue sendo um “oásis” para nos fortalecer na fé e nos ajudar na vida diária.
Padre José Geraldo, gostaria de relembrar a sua vida sacerdotal. Como surgiu a vocação para o sacerdócio?
Desde criança, quando perguntavam, sempre respondia: Quero ser padre. Na paróquia onde residia minha família, havia um sacerdote que, pelo seu trabalho, encantava toda a comunidade paroquial. Ele foi uma pessoa que Deus usou para fortalecer o meu desejo de ser padre.
Como se deu a trajetória do senhor desde a ordenação?
Após terminar o terceiro ano do colegial, ingressei no Seminário da Diocese e cursei Filosofia e Teologia em Ribeirão Preto. A faculdade era filial da Faculdade da Assunção de São Paulo.
O senhor foi ordenado em 1982, que experiências pode compartilhar que mais o marcaram neste período?
Após a ordenação sacerdotal, exerci o ministério na Catedral, Menino Jesus de Praga e Santa Ifigênia e atualmente no futuro Santuário Santo Antônio.
Em Franca, o senhor permaneceu por quantos anos na Catedral? Aliás, falar em Catedral era sinônimo de falar em padre ou monsenhor José Geraldo Segantin. Como foi a transição para outra comunidade, no caso, a Paróquia Santo Antônio?
Na Catedral trabalhei durante vinte e sete anos, tempo dividido em duas etapas. O Padre que trabalha na Catedral é chamado de Pároco ou Cura. O título de “Monsenhor” é dado a um sacerdote pela função que exerce na Diocese, no meu caso: Vigário Geral. A transição para a Paróquia Santo Antônio foi tranquila.