O ministro da Infraestrutura Tarcísio Freitas esteve na manhã deste sábado (12), em Franca, no 1° Congresso de Desenvolvimento da Alta Mogiana, organizado por conservadores da cidade. O evento contou ainda com a participação da deputada federal Carla Zambelli, além de outros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
Na platéia centenas de apoiadores também participaram, além de autoridades de Franca e de cidades vizinhas, até mesmo moradores de outros estados marcaram presença. O evento aconteceu no salão do Clube Castelinho e começou com uma hora de atraso. O tempo todo o ministro foi tratado como candidato ao governo estadual. Durante sua fala, Freitas usou um tom de campanha e não poupou críticas a atual administração.
“Tem uma turma que resolveu fazer uma coisa que não se faz, que é prorrogar concessões de rodovias da década de 90. Naquela época a situação da economia era diferente. Estávamos começando, as concessões foram feitas com base em obras. Prorrogar o contrato daquela época é colocar altos pedágios para a população e não avançar em investimentos”.
Além do foco no estado de São Paulo, o ministro também destacou as obras e feitos a frente do Ministério. “Ano passado a gente tinha o menor orçamento de todos os tempos, ainda assim entregamos 108 obras. Isso significa duas obras por semana, enquanto que aqui em São Paulo são várias obras paradas. Rodoanel parado, em todo este tempo nada aconteceu. Tem uma diferença grande entre o que aconteceu hoje e o que acontecia lá atrás, hoje o governo avança muito mesmo enfrentando uma crise”.
A cada fala o ministro era aplaudido e ovacionado pela plateia, que também contava com empresários que patrocinaram o evento. Sobre o presidente Jair Bolsonaro, Freitas o defendeu das críticas, e não poupou elogios ao chefe do Executivo. “Hoje nós temos um presidente simples, que acredita no Brasil, que acredita no povo, que está se doando para o Brasil tanto quanto a Carla Zambeli, que está aqui. São pessoas que acreditam em um país diferente, no país que queremos”, disse.
Durante o pronunciamento Tarcísio também criticou gestões passadas. “Aquela turma de trás tinha todo o vento soprando a favor e não aproveitou. O Brasil ficou para trás, nós deixamos de aproveitar um bom momento de levar o país para o futuro. É como um surfista que vê uma onda grande e deixa ela passar, foi isso o que aconteceu. Agora estamos aproveitando esse momento e estamos preparando o país para o desenvolvimento, mesmo com os ventos soprando contra. Este é o legado que queremos deixar, não seremos uma geração perdida”.
Desde o anúncio do Congresso que seria realizado em Franca, existia uma grande expectativa sobre a possível participação presencial do presidente Jair Bolsonaro, o que não se concretizou. Durante a fala de Freitas, a deputada Carla Zambelli anunciou que estava em uma chamada de vídeo com o chefe do Executivo, que falou diretamente do Palácio do Planalto.
“Um abraço a todos vocês, parabéns pela iniciativa, pela forma com que estamos lutando pelo futuro do nosso país, vocês sabem para onde estávamos indo nos últimos anos e para onde estamos indo agora. Eu fico muito feliz. Muita gente não gosta de política, mas ela nos traz mudanças. Vamos em frente, São Paulo é um estado que tem 40% do PIB, o segundo e terceiro orçamento da União. Acreditamos que nosso empenho, nossa dedicação e com Deus nós atingiremos os nossos objetivos. Um abraço a todos vocês”.
Após cumprimentar os participantes, Bolsonaro respondeu um questionamento de um idoso, que falou sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Ao responder o presidente afirmou que as Forças Armadas foram convidadas para participar do processo, mas que algumas inconsistências foram encontradas.
“Teremos eleições limpas. As nossas Forças Armadas estão acompanhando as fases de testes. Descobrimos algumas inconsistências, questionamos e passou o tempo para a resposta. Nós reiteramos com um ofício, e terça-feira acaba o prazo. Na segunda-feira está prevista a nossa ida para a Rússia, voltando já esperamos ter a resposta do TSE, do ministro Barroso. Nós queremos eleições limpas, transparentes para o bem da democracia”.