O mato alto em terrenos baldios, praças, canteiros centrais e até calçadas tem atormentado moradores em todas as regiões da cidade. A frequência de chuva e calor intenso se tornam a combinação perfeita para que cresça de forma acelerada. Para complicar, os locais tomados por matagais acabam usados para descarte de lixo, esconderijo para criminosos e abrigo para bichos peçonhentos.
A psicóloga Maria Paula de Carvalho, moradora do Residencial Zanetti, enfrenta muitos problemas com o terreno baldio ao lado da sua casa. Além do mato alto, as pessoas jogam lixo – até colchões – no local e bichos peçonhentos, como aranhas, e até rãs já apareceram na residência dela. “Esses animais saem deste terreno mesmo. Enfrentamos um problema muito sério, não aguento mais. Agora, por causa do mato, as paredes da minha casa estão com infiltração”.
Maria Paula disse que já acionou a Prefeitura para denunciar os problemas, mas esperou seis meses até a limpeza ser efetuada. Desta vez, pretende pagar pelo corte e retirada do lixo por conta própria. “Eu vou pagar porque não dá mais para continuar nessa situação, o mato já está invadindo a garagem da minha casa”.
Na rotatória no cruzamento das Ruas Carlos de Vilhena, Capitão Urias Batista de Avelar e José Pedro de Carvalho, o mato também está alto. Para Marcelo Cardoso, comerciante naquela região, é preciso intensificar a manutenção desses espaços. “Fica muito feito e, para piorar, as pessoas passam e jogam coisas. Eu e alguns vizinhos costumamos catar o lixo para amenizar um pouco a sujeira. Quando era o outro prefeito, limpavam com mais frequência. Eu já tentei adotar esta rotatória para poder tomar conta, mas a Prefeitura não autorizou, como faz com as praças, sabe?”, afirmou Marcelo.

O cenário se repete em outros bairros. No Parque Moema, uma ampla área verde, que tem balanços de pneu e madeira e é frequentada por várias crianças do bairro, começa a se tornar um local de difícil acesso devido ao matagal que toma conta dela. O espaço fica na esquina das Ruas Homero Barbosa Sandoval e Décio Piola.

Na Vila Nicácio, o marcador de ponto de ônibus na Rua Evangelista de Lima praticamente some no meio do mato.

A reportagem do Jornal Verdade acionou a Prefeitura para informar como é estabelecido o cronograma de corte de mato e limpeza de áreas públicas e também as providências adotadas pelo município em casos de terrenos particulares. Veja as orientações dadas pelo município:
“A Secretaria de Meio Ambiente coordena os serviços de limpeza de áreas públicas, como praças, canteiros centrais e APPs (Área de Preservação Permanente), realizados pela empresa contratada – Seleta, que conta com três equipes de roçada, três equipes da raspagem e uma equipe de limpeza de APP. As equipes seguem uma programação definida pelo Departamento de Fiscalização e Limpeza Pública, da Secretaria de Meio Ambiente. A programação está disponível no site da Prefeitura, no ícone Meio Ambiente – Limpeza Urbana.
As áreas adotadas, através do Programa Adote uma Praça, são de responsabilidade dos adotantes. A Secretaria de Meio Ambiente fiscaliza essas áreas e, caso verifique que o adotante não está efetuando a devida manutenção, a pessoa é notificada e pode ter o contrato rescindido.
Com relação a terrenos particulares, a fiscalização é feita pela Vigilância Ambiental que, após vistoria, notifica o proprietário para que, providencie a limpeza. Caso não o faça, após constatar o descumprimento da notificação, de acordo com os prazos previstos na legislação municipal, a Vigilância Ambiental encaminha a solicitação de limpeza para a Secretaria de Infraestrutura e a conta é lançada para o proprietário. Caso não pague, a dívida é inscrita na Dívida Ativa.
As reclamações de terrenos baldios poderão ser feitas pela Central On-line, no portal da Prefeitura – https://www.franca.sp.gov.br/centralonline/login”.