Fernando Lima
O Policial Militar Douglas da Silva Teixeira, de 29 anos, já é considerado foragido pela Polícia Civil. O delegado que está à frente das investigações, Davi Abmael, informou que já pediu a prisão preventiva do homem, que fugiu no veículo dos pais dele. Douglas é o principal suspeito do assassinato de Thabata Caroline da Silva, de 34 anos, com quem ele tinha um relacionamento de cerca de 2 anos.
“Era um relacionamento conturbado. Ele era ciumento, agressivo e não aceitava o fim do caso pelo que constatamos. Na madrugada desta quinta-feira, por volta das 2h30, ele saiu do trabalho, ligou para um amigo que também é policial militar dando indícios que tinha feito algo errado. Preocupado, esse amigo ligou para os pais de Douglas, mas eles já sabiam o que tinha acontecido, porque o filho deles já havia deixado o carro com a mulher sem vida no banco do passageiro, na chácara”, explicou o delegado, ressaltando ainda que os detalhes se Thabata foi assassinada em outro lugar e levada sem vida para a zona rural, ou se foi morta lá, serão apurados com o laudo tanto do IML, quanto da Perícia Técnica.
Ainda segundo o delegado, o corpo da mulher tinha um sinal de disparo de arma de fogo na cabeça, que foi dado possivelmente do lado de fora.
O delegado Davi explicou que Thabata e Douglas mantinham um relacionamento de aproximadamente 2 anos, marcado por violência e ciúmes. “Tem um boletim de ocorrência registrado em 17 de outubro, em que ele enforcou a mulher até ela perder os sentidos, neste mesmo boletim consta que ele a ameaçou de morte com a arma. Foi exatamente por isso que ele teve a arma apreendida pelo Batalhão. Ele trabalhava normalmente com ela, e na hora de ir embora ela ficava apreendida até que ele retornasse”, contou Davi, ressaltando ainda que o casal já estava em processo de separação, e que o militar inclusive já estaria retirando as roupas e os pertences da casa de Thabata.
A partir de agora, o delegado passa a ouvir familiares e testemunhas, e caso o suspeito se apresente, ele será preso preventivamente.
O corpo de Thabata foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Franca, e após liberado para os familiares, para ser velado e sepultado.