Com redução na média de novos casos diários, queda nas internações e avanço da campanha de vacinação, Franca vivencia uma nova fase da pandemia da Covid-19. Na rota de outras cidades paulistas, experimenta a retomada de atividades antes proibidas e também autorização de funcionamento em horário maior e permissão para atendimento presencial de até 80% da capacidade nos estabelecimentos. A flexibilização começou nesta semana, no dia 1º, e a tendência é seguir o governo do Estado e suspender as restrições a partir do dia 17. A cidade também assiste o retorno das aulas nas escolas.
Como o próprio secretário de Saúde, Lucas Souza, define, a pandemia está controlada em Franca, mas é preciso ter consciência de que o relaxamento e abandono das medidas preventivas podem reverter o cenário e para pior. “A pandemia já mostrou que estava aparentemente controlada e veio a segunda, depois veio a terceira onda. Então, não pode relaxar, as pessoas precisam continuar se cuidando, a gente vive uma situação que ainda inspira cuidado. Temos que seguir todos os protocolos sanitários”, afirmou o Lucas.
A principal orientação é manter ativo o tripé que já se comprovou eficaz na prevenção do coronavírus: uso de máscaras – desde que corretamente, higienização das mãos com álcool em gel e evitar aglomeração. A adesão à campanha de vacinação completa as medidas para se controlar a pandemia. A Prefeitura antecipará a imunização para pessoas a partir de 25 anos para esta quinta-feira, 5.
Nos meses em que a pandemia se agravou em Franca, pacientes com Covid-19 chegaram a enfrentar espera por um leito de enfermaria e até de UTI. Atualmente, com o reforço da estrutura hospitalar, que conta com 80 leitos de UTI pelo SUS, e redução dos casos, a média de ocupação tem ficado em torno de 60%. “Franca já foi a cidade com maior taxa de transmissão do vírus em todo o Estado, mas hoje esse índice vem reduzindo. Notamos também queda nas internações, o que é reflexo do avanço da vacinação”.
A Secretaria de Saúde em Franca imunizou até o último dia 3, 282.301 pessoas contra o coronavírus (primeira e segunda doses). Cerca de 64% da população total do município recebeu pelo menos a primeira dose. “Está muito longe do ideal, é claro que a gente espera cobertura total, mas uma boa porcentagem já está com maior imunidade, o que reflete em menos internações”, disse o secretário de Saúde, ao reforçar que a cidade tem disponibilidade para realizar mutirões e agilizar a imunização coletiva, mas para isso depende do envio das vacinas pelo Estado. “Franca já provou que, havendo disponibilização das doses, aceleramos a vacinação. No primeiro mutirão que fizemos foram 9 mil pessoas vacinadas e no segundo, em torno de 9.200, então mais de 18 mil doses em dois dias. Em dez dias, a gente atingiria 90 mil pessoas, em 20 dias, 180 mil, uma quantidade relevante”, avaliou Lucas.
Além da dependência do envio de doses pelo governo estadual, o secretário destacou outros dois movimentos que prejudicam o avanço da campanha de imunização contra o coronavírus. Existe um grupo de pessoas que não acredita em vacinas e se recusam a receber a dose e parte da população que quer escolher a marca do imunizante. “É importante que as pessoas se vacinem. Hoje temos condições de afirmar que todas as vacinas têm eficácia e segurança, elas foram testadas e aprovadas no Brasil pela Anvisa, um órgão sério e competente para fazer essa análise”.
Até esta quarta-feira, 4 de agosto, Franca registrou 40.037 casos positivos da doença e 917 mortes. A vítima mais recente da Covid-19 foi uma mulher de apenas 41 anos, que apresentava comorbidades. Segundo o boletim epidemiológico da Prefeitura, há 5.335 suspeitos.