Foi uma mudança de tom do prefeito Alexandre Ferreira. O chefe do Executivo que até então havia contestado o Estado sobre o rebaixamento de Franca para a laranja na semana passada, agora acatou a decisão da fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo.
“É uma decisão difícil, mas necessária. Atualmente nós temos a maior taxa de transmissão do Estado de 2,5. É um número muito alto e se nada for feito nós não teremos leitos para tratar todo mundo”, destacou o prefeito.
Ainda segundo Alexandre, desde quando assumiu a prefeitura no dia primeiro de janeiro, a Diretoria Regional de Saúde de Franca, possuía 79 leitos de UTI para o tratamento da Covid-19, agora possui 100, mas a taxa de ocupação também subiu e passou de 33% para 85%. “É um número absurdo, nós não podemos continuar do jeito que estamos. Está tendo festa, aglomerações, é exatamente este o ambiente que propicia a transmissão, por isso estamos com esses números e se nada for feito vai ficar ainda pior”.
Pelas regras da fase vermelha, o comércio em geral, bares, não poderão abrir as portas, até mesmo as academias que foram consideradas serviço essencial deverão ficar fechadas. Os restaurantes e lanchonetes poderão trabalhar apenas por entregas, sem o atendimento presencial. Essas medidas duram 15 dias. A indústria poderá permanecer de portas abertas.
As igrejas poderão abrir, mas apenas com 10% da capacidade total, fora isso apenas os serviços considerados essenciais, como hospitais, clínicas, farmácias, postos de combustíveis.
Crime
Durante a coletiva o prefeito afirmou que o Ministério Público do Estado de São Paulo foi acionado, para que quem for pego realizando festas com aglomerações, responda criminalmente contra a saúde pública. “É um crime, recebemos denuncias de festas com mil, mil e quinhentas pessoas. É por isso que a transmissão está tão alta, não adianta abrir leitos, separar as pessoas no pronto-socorro se não tem distanciamento social. Estamos em guerra”, afirmou Alexandre.