Imagine dançarinos descendo as paredes de um prédio. Não como alpinistas, mas como água correndo. Isso é “Correnteza”, um espetáculo de dança vertical que transformará a fachada do Sesc Franca em palco, nos dias 5 e 6 de agosto, quarta e quinta, às 20h. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirar ingressos.
Unindo coreografia, rapel, videomapping e poesia num único fluxo, “Correnteza” apresenta os corpos nem no chão e nem no ar, mas sim na parede, em queda contínua, como os rios que não param de fluir.
O espetáculo estreou no Sesc Pompeia, com concepção e direção de Kiko Rieser e a coreografia de Lauanda Varone e Paula Spinelli. Agora, em circuito, já passou por Taubaté e Ribeirão e seguirá para São Carlos e Diadema após a apresentação. Compõem o elenco de artistas verticais Dora Cestari, Gabriela Bagno, Julia Foti, Lauanda Varone, Paola Higa, Paula Spinelli e Rodolfo Ruscheinsky.

Correnteza (©Priscila Prade)
A concepção de Correnteza
Estabelecendo uma narrativa visual sobre a síntese entre os fluxos da natureza, da vida humana e da metrópole, o projeto CORRENTEZA usa a verticalidade dos edifícios para converter concreto em corrente líquida e artistas aéreos em seres que não param. Com isso, levanta-se a reflexão: quais fluxos nos levam sem que nem percebamos?
Essa proposição só é possível unindo várias linguagens. CORRENTEZA é um projeto híbrido de performance vertical, confluindo as linguagens da dança vertical – que por si só já é uma sobreposição da dança com a técnica do rapel – com o videomapping, a arquitetura urbana, a dramaturgia e a poesia.
“Correnteza nasce do desejo de fazer o espectador perder o chão – literalmente. Quando o palco é uma parede, tudo o que você conhece sobre dança precisa ser revisitado“, afirma o diretor e idealizador Kiko Rieser.
As coreografias são executadas fora do palco e fora do plano horizontal, assim, a técnica vertical permite deslocar o palco do artista e, consequentemente, o ângulo do espectador, gerando estranhamento e fascínio: corpos flutuantes descendo ininterruptamente um prédio que já traz a ideia da metrópole.
As apresentações são realizadas pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº 27/2024 – Difusão e Circulação de Projetos Artísticos Culturais.
SINOPSE: Correnteza é um fluxo que corre forte e contínuo. Nos rios, veias, mares. Na seiva das plantas. Nas ruas e avenidas da metrópole. No nosso sangue, enquanto estivermos vivos. Nada para. O tempo nunca para de correr. O fluxo nunca para. Estabelecendo uma narrativa visual sobre essa síntese entre os fluxos da natureza, da vida humana e da metrópole, o projeto CORRENTEZA utiliza a verticalidade para converter concreto em corrente líquida e artistas aéreos em seres que não param. Com isso, levanta-se a reflexão: quais fluxos nos levam sem que nem percebamos?