Por Pedro Maia
Editor-chefe
Um bebê de apenas seis meses tem travado uma forte luta pela vida. Miguel Poderini é uma criança que atualmente vive entre aparelhos, silêncio e esperança. Natural de Ribeirão Corrente, ele está internado no Hospital das Clínicas, de Ribeirão Preto, tendo sido diagnosticado com Síndrome de West, uma doença grave e rara que causa paralisia e atrofia muscular progressiva e acondiciona geralmente bebês do sexo masculino.
Miguel precisou passar por uma traqueostomia – procedimento que o ajuda a respirar – e utiliza sonda para se alimentar, pois seu corpo já não consegue realizar funções básicas sozinho. Os suportes usados pela criança, hoje no Hospital acompanhado pela mãe, Eliana Poderini, precisam também ser utilizados em casa. Entretanto, o SUS (Sistema Único de Saúde) não fornece os equipamentos e insumos necessários para esse cuidado domiciliar, deixando a família diante de uma batalha diária: escolher entre o medo de não conseguir manter Miguel estável ou pedir ajuda para continuar lutando pela vida do filho.
Segundo a tia de Miguel, Elisa Poderini, o garoto precisa com urgência de sessões intensivas de fisioterapia e de uma cirurgia fundamental para conter o avanço da atrofia muscular. “Essa cirurgia não é opcional. Ela representa uma chance real de manter o que ainda resta de força em seu corpo frágil. A família já conseguiu levantar parte do valor, mas ainda faltam R$ 5 mil”, descreve. São necessários, pelo menos, R$ 15 mil para a realização da operação, continuidade da medicação, transporte até o local do tratamento, estadia durante o período médico e os custos essenciais para garantia dos cuidados que o bebê precisa.
Como ajudar?
Cada dia sem o tratamento completo representa mais risco, mais dor e menos tempo. Para alcançar esse valor, a família faz um apelo simples, porém urgente: apenas R$ 20. Um valor pequeno para quem doa, mas capaz de sustentar aparelhos, manter tratamentos e salvar uma vida. “Essa não é apenas uma campanha.
É um pedido de socorro. É a luta de uma criança que já enfrentou mais do que deveria em toda uma vida. É a esperança de que a empatia ainda seja mais forte que a doença”, enfatiza Elisa.
De acordo com Elisa, a criança aparenta ter cerca de dois meses, sendo um bebê muito pequeno em decorrrência da síndrome e das condições de saúde que enfrenta. Durante a internação, foi constatado um quadro de anemia, motivo pelo qual a equipe médica optou por mantê-lo no Hospital para acompanhamento.
“O HC não realiza a cirurgia no momento devido à grande demanda e à longa fila de espera. A cirurgia não tem como objetivo curar a atrofia, mas sim proporcionar uma melhor condição de vida, ajudando a amenizar os efeitos da atrofia muscular”, relata.
As doações podem ser feitas pelo link “AJUDE A SALVAR A VIDA DO PEQUENO MIGUEL” e/ou diretamente pela chave Pix ‘5838475@vakinha.com.br’.