Paulo Fernando D. Gonçalves, editor.
As lideranças empresariais do polo calçadista gaúcho tem se mobilizado incessante e diariamente para buscar soluções que diminuam ou pelo menos lhes permita manter o nível de empregabilidade, evitar demissões e aquecer todo o setor que emprega milhares de trabalhadores e tem extensão a outras da economia regional, desde transportes, alimentação e condições de estudos e aperfeiçoamento em cursos e oferta de vagas para reciclar a mão de obra mais qualificada.
Esse esforço conjunto reúne em diversos encontros quase meia centena de órgãos de representação de empresários e trabalhadores, com apoio dos governos municipais de várias cidades e, por exigência de acordos e promessas de apoio, dos técnicos de governos estadual e federal.
Sem se acomodarem esses atuantes e bem dispostos líderes não deixam escapar momentos até mesmo de confraternização social em famílias e clubes de serviços, motivando a todos que não deixem de dar suporte ao que mais lhes preocupa desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu tratar o Brasil com diferenciação tarifária pela conduta política do governo Lula em sintonia com as punições ao ex-presidente Bolsonaro.
TARIFAÇÃO – Em vigor há quase um mês, a medida impondo 50% de tarifa maior a produtos brasileiros, no caso dos calçados produzidos no Brasil e em maior volume destinados ao mercado norte-americano. Apesar de anunciadas reuniões internas e promessas de apoio do governo federal, as medidas se tornam inócuas quando vem à tona a clara posição americana de não voltar atrás, ainda que se aguardem encontros e reuniões no âmbito diplomático e comercial, até agora não concretizadas para vários itens importantes da balança comercial, onde o café, carne, suco de laranja, aço, soja e outros produtos brasileiros, além dos calçados, vem sofrendo este insuportável nível de tarifas maiores.
ENCONTRO – Está marcada uma reunião nesta terça-feira em Brasília, entre os representantes gaúchos de várias cidades de base industrial calçadista e correlatos (couros, componentes, produtos químicos, logística e serviços conexos) na Secretaria de Comércio Exterior do MIC. O encontro deve proporcionar uma conscientização ao vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, extensivamente a áreas técnicas e financeiras inclusive do Banco do Brasil, Caixa e bancos de investimento regionais.
Os dirigentes estão alinhados com a direção da ABICALÇADOS e a Frente Parlamentar integrada por deputados do Rio Grande do Sul e outras regiões onde o calçado é a base das economias municipais: Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti, São Leopoldo e Três Coroas, incluindo na comitiva entidades aliadas como associações comerciais e sindicatos de empresários e trabalhadores.
EXTENSÃO – O que for solicitado e sendo atendido consoante a documentação técnica dos líderes gaúchos, deve ter extensão a todo o país, ainda que o polo paulista de calçados e suas conexões de suporte de produção e comercialização, não tenha se mobilizado de forma mais consistente, indo além de reuniões e encontros locais, onde é importante ter sempre a união de esforços junto de outras cidades como Birigui, Jaú e Franca, foco da gestão anterior de José Carlos Brigagão do Couto e suas constantes idas e vindas a São Paulo, com ajuda da deputada Graciela David Ambrósio, para que ao menos o impacto da ‘guerra fiscal’, invasão chinesa e outras dificuldades pudessem sensibilizar o governador Tarcísio de Freitas, atendendo às preocupações do setor.