Por Pedro Maia
Editor-chefe
Nesta quinta-feira, 8 de setembro, um homem, residente de Ribeirão Preto, foi preso após tentar aplicar um golpe no proprietário de um supermercado em Rifaina, a cerca de 69,4 quilômetros de Franca.
Por volta das 13h, a Guarda Civil Municipal foi acionada pelo comerciante relatando que uma pessoa havia entrado em contato através de WhatsApp, comprando vários itens e solicitando que fossem separados para posterior retirada. A compra deu um total de R$ 2.204,00, que foi paga mediante link de pagamento, ou seja, pela internet. Relatou ainda que compareceram no mercado quatro pessoas: três mulheres e um homem, em um veículo modelo Nivus, de cor cinza, que retiraram a mercadoria.
Após a venda, o proprietário verificou que o número de WhatsApp utilizado já havia feito compras anteriormente e que o pagamento após algum tempo não havia sido efetivado, pois o titular da conta não reconhecia tais compras, tratando-se de um golpe, o qual já havia causado um prejuízo aproximado de R$9.800,00.

Diante das informações, em trabalho integrado entre a GCM e Polícia Militar, realizaram a abordagem do veículo constatando a mercadoria no interior do porta-malas. Indagados os ocupantes sobre os itens e a forma como foram adquiridos, o condutor de início afirmou ter pago em dinheiro, posteriormente, mudou sua versão, afirmando ter utilizado o cartão de crédito de seu tio. Diante das divergências, foram todos conduzidos até à Delegacia de Polícia Judiciária, onde o motorista mudou sua versão novamente, afirmando que não tinha informação de quem havia feito o pagamento e que recebeu uma quantia para retirar a mercadoria.
Consultado os dados do titular da conta, foi verificado que era um senhor de 88 anos, aposentado, residente na cidade de Coronel Fabriciano-MG. Em contato com o mesmo, informou que desconhecia tal compra e que já havia registrado ocorrência anteriormente, pois estava sendo vítima de golpe por pessoas que estavam utilizando seus dados pessoais. Diante de todo o exposto, o Delegado Dr. Eduardo Lopes Bonfim deliberou pela prisão em flagrante delito de G. E. D., ficando à disposição da justiça. Acredita-se que trata-se de uma quadrilha especializada em aplicar esse tipo de golpe e a Polícia Civil dará prosseguimento às investigações.