Com a chegada do inverno, os hospitais voltam a registrar alta na procura por atendimento em decorrência de doenças respiratórias. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre janeiro e maio de 2025, o Brasil notificou 3.079 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo vírus Influenza A (H1N1), um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O pneumologista do Grupo Santa Casa de Franca, Dr. Ciro Botto, explica que a transmissão do H1N1 ocorre principalmente por gotículas eliminadas durante a fala, tosse ou espirro, além do contato com superfícies contaminadas. “É uma infecção viral que atinge o sistema respiratório e pode causar febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, tosse seca e dor de garganta. Em pessoas com maior vulnerabilidade, como idosos, crianças pequenas, gestantes e pacientes com doenças crônicas, o quadro pode evoluir para pneumonia ou SRAG, o que muitas vezes exige internação”, afirma.
A baixa adesão à vacinação também preocupa. Segundo o Ministério da Saúde, apesar de mais de 36,4 milhões de doses já aplicadas, a cobertura entre o público prioritário, formado por gestantes, crianças e idosos, ainda não passou de 38,43%. Com isso, cresce o número de pessoas com sintomas gripais nas unidades de pronto atendimento, o que exige agilidade e organização no acolhimento aos pacientes.
Para lidar com esse aumento na demanda, o Grupo Santa Casa de Franca adota um protocolo de triagem que define a prioridade de cada atendimento conforme a gravidade dos sintomas. O sistema é baseado na classificação de risco, realizada por profissionais de enfermagem logo na chegada do paciente. A partir dessa avaliação, cada pessoa recebe uma pulseira colorida indicando o nível de urgência:
“A triagem nos ajuda a direcionar rapidamente os casos mais graves, garantindo que ninguém com risco de complicações fique esperando. Ao mesmo tempo, também orientamos os pacientes com sintomas leves sobre os cuidados necessários, evitando sobrecarga no pronto-socorro”, pontua o pneumologista.
Diante disso, saber quando procurar atendimento médico faz toda a diferença. Quadros leves podem ser acompanhados em casa ou em unidades básicas, mas sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental ou queda da saturação indicam necessidade de avaliação imediata.
O especialista ainda reforça a importância da prevenção. “Vacinar-se continua sendo a forma mais eficaz de evitar formas graves da gripe. Além disso, manter a higiene das mãos, evitar aglomerações e usar máscara em caso de sintomas gripais são cuidados simples que protegem você e quem está ao seu redor”, finaliza.
Sobre o Grupo Santa Casa de Franca
O Grupo Santa Casa de Franca, referência regional de urgência e emergência em média e alta complexidade, envolve três unidades hospitalares: Hospital Geral, Hospital do Câncer (Unidade Oncológica), Hospital do Coração (Unidade Coronariana), além de um Centro de Reabilitação com atendimento multidisciplinar, alocados em Franca, sendo a única instituição de referência terciária do SUS em toda a região, atende a 22 municípios do DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde), incluindo Franca – o que abrange uma população estimada em mais de 700 mil habitantes.
A entidade também atua como OSS (Organização Social de Saúde) e administra AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) das cidades de Franca, Casa Branca, Campinas, Avaré, São Carlos e Ribeirão Preto, cobrindo 108 municípios do estado de São Paulo, com abrangência estimada de mais de 6 milhões de pessoas.