É uma satisfação de ‘dever cumprido’ recebermos sugestões de leitores e leitoras que a cada dia têm a melhor sintonia com os assuntos aqui destacados, quando buscamos colocar o foco a partir do que realmente interessa à comunidade local e
regional, onde tratamos em atenção especial os fatos e problemas do cotidiano, de interesse geral e coletivo.
Leitores questionam por que depois de sessenta anos ou mais o trajeto de ônibus daqui à capital, sempre foi uma concessão exclusiva da Viação Cometa que, antes de ser associada a outras empresas que circulam da capital paulista ao Rio de Janeiro,
Niterói e Santa Catarina, prestava a melhor atenção e cuidados oferecendo os ônibus mais modernos e bem equipados, evoluindo no quesito ‘conforto’ ao adotar serviço de frigobar com água mineral gelada, banheiros sempre bem cuidados, ar condicionado e até recentemente, conexão em pontos de wi-fi para carregar equipamentos celulares e notebooks.
De outro lado, a concessionária exclusiva, sempre obedecendo a critérios da agência de transportes terrestres e do DER paulista, planejava horários adequados à demanda e interligações de cidades no longo trecho de 400 quilômetros até a capital e vice-versa.
Cuidados especiais foram adotados também durante a pandemia, com a exigência do uso de máscaras de proteção e maior espaço entre as poltronas, alertas durante as paradas no trajeto e fiscalização permanente durante toda a viagem. Mas não é tudo…
A “Cometa” aos poucos foi isolando Franca na ponta da linha, reduzindo ao seu jeito os horários com redução de opções alternativas nos intervalos de partidas tanto daqui quanto no retorno da capital e, assim, promovendo lotação total dos ônibus no objetivo claro
de melhorar a receita e reduzir a despesa das viagens com motoristas, combustível e manutenção dos ônibus. Tanto que encerrou as atividades locais para a garagem da frota, terceirizando mecânica de outras empresas e dispensando aqueles que poderiam continuar com o emprego. Novos tempos, velhos costumes e práticas prejudiciais aos usuários.
Curiosamente, como questiona o leitor, Franca é sempre a única cidade sem a concorrência de ônibus até São Paulo, mesmo que nas sextas-feiras tenham oferecido a extensão de um horário para ir além, parando em Pedregulho e dali até Rifaina. E só!
Talvez buscando aumentar a renda de passagens com turistas de finais de semana com destino à última cidade paulista até a divisa de Minas Gerais, mas não teve sequência com alternativa para outros dias da semana!
Eliminando a agência central de venda de passagens e práticos despachos de encomendas, que chegou a ter uma filial na Estação, hoje o serviço é somente dentro do Terminal Rodoviário do Jardim América, além de horários enxutos e sem alternativa para conexões das demais linhas que, no caso da ligação até Campinas, não atende um contingente de estudantes e professores no trecho daqui a Ribeirão Preto, Limeira, São Carlos e Rio Claro, por exemplo. Nesse período, então, há risco de não achar lugares…
Enfim, questiona e pondera o leitor que, caso houvesse alternativas de outras empresas, a concorrência poderia preencher as necessidades dos usuários francanos e cidades da microrregião. Algo a ser pensado e, se não há interesse das autoridades, a situação e insatisfação dos usuários nessa limitação da exclusividade, talvez mudasse.