Não deixa de ser auspiciosa a notícia recente trazida a público pela empresária e ex-candidata a prefeita Flávia Lancha, de que o vice-governador assegurou para 2024 – podendo ser em março ou novembro futuro – a volta das operações no transporte aéreo de passageiros e cargas, do aeroporto local “Tte. Lund Presotto” até São Paulo, com duas frequências semanais, sugerindo que o trajeto terá o caráter experimental, mediante acordo futuro de baixas tarifas em linhas regionais, caso o governo conceda redução do ICMS no combustível de aviação. Tudo depende de avaliação tributária e expediente burocrático entre o
que o governo pretende e seja aprovado na ALESP.
Pelo lado político, um ponto positivo e louvável porque antes o vereador Bassi havia dado como certo o que até então não se confirmava, a não serem suas inúmeras viagens feitas a Jundiaí – onde atua a coordenação da empresa terceirizada VOE – e o Daesp, departamento do governo paulista que cuida de aeroportos, agora privatizados em várias cidades, inclusive Franca.
Do sonho ao discurso protelatório de provisões de cunho político até na prática efetiva, é preciso ponderar que nesse aspecto serão inúmeras medidas de avaliação operacional para que os voos sejam realmente autorizados e viabilizados a rota que já rendeu bom movimento, desde que Franca integrava linhas das antigas ‘Real’, Vasp e TAM, no mesmo trajeto. Outras regionais atuaram em pouco tempo, e logo desistiram.
Prioritariamente deve-se avaliar o potencial do fluxo de usuários de Franca e cidades próximas no trecho, buscando dados de embarque e desembarque de passageiros em aeroportos próximos, caso de Ribeirão Preto e Uberaba, para medir a procura que terá e em quais dias da semana, podendo atender a demanda diária quando a ligação se tornar intensa.
A movimentação de cargas e encomendas expressas também deve influenciar a frequência, pois os porões das aeronaves têm espaço adequado a esse tipo de serviço, que desperta interesse até maior do que a ocupação de passageiros, dada a redução por tempo de envios e a necessidade da clientela de cargas e transporte comercial ativo.
À medida que for se firmando é necessária uma ação que até agora não se viu pelo lado da Prefeitura, Câmara e entidades empresariais para abrir caminho de campanha pelo uso, apoio a esse tipo de transporte mais ágil, porém mais oneroso ao usuário comum.
Cabe, por fim, uma dúvida a ser esclarecida: por que escolher a GOL, enquanto a AZUL opera na região atendendo Araxá e o triângulo mineiro em voos nacionais e até internacionais de suas rotas aos Estados Unidos e Europa? Recentemente, a GOL criou problemas com agências de viagens e operadoras de turismo, ao cobrar desde o dia 11 de dezembro, a taxa de R$ 50 por ligação das agências, quando for cancelar reservas! Tanto que a ABAV, associação das agências, está contestando essa prática inquietante.
Para concluir: louvável a informação e o empenho pela retomada dos voos, que seria de fato um trabalho de reivindicação do prefeito, mas parece que o assunto não lhe desperta atenção por acomodação, desconhecimento e preferir olhar sua nefasta reeleição e os gastos nas mídias.