Concluído nos anos 70 após longo período de investimentos com recursos a partir do aumento de impostos naquele período, o Paço Municipal antes mesmo de ser inaugurado serviu de exposição de calçados na antiga Feira do Calçado e Couro de Franca, a Francal, que se tornou empresa privada e deixou de acontecer na cidade.
Desde então as reformas e adaptações consumiram grande volume de recursos devido, em parte, ao envelhecimento das instalações elétricas, hidráulicas e do anexo onde funcionava a Câmara de vereadores, que ocupa prédio próprio há quase 30 anos e também já exige reformas e melhorias, situado na área do parque das águas (região do bairro São José). Ambos os prédios têm acabamento de concreto lixado, evitando a pintura sistemática, e passarão por obras em paredes, vitrais, forro, telhado e jardins. A sede do Executivo foi inaugurada há mais de meio século!
O que se teme agora é a quantidade de dinheiro despendido nessas ‘reformas’, na conta exagerada de custos estão sempre acima dos R$ 3 milhões ou perto disso, na planilha de cálculos que nunca acompanham o real valor dos serviços e materiais para o que se impõe como emergencial ou urgente em se tratando de proteção das chuvas.
A Prefeitura dispõe de funcionários concursados e capacitados a executar todos os serviços básicos e acabamento, desde pedreiros, pintores, eletricistas, mestres e/ou técnicos em equipamentos, paisagismo e reposição ou reforma de mobiliário, o que já é feito em escolas, creches, unidades de saúde e outro prédios da municipalidade. Mas ao publicar os editais de reformas ou novas obras emergenciais, invariavelmente vem acompanhado de valores e previsão de contratação de empresas terceirizadas, até nas autarquias e pequenas ou modestas reformas de praças e espaços públicos.
Dentro de um orçamento previamente comprometido e sempre buscando seus penduricalhos de extensão de valores e suplementação de verbas do orçamento anual,
as badaladas dezenas de obras em propaganda milionária, que o atual gestor insiste em gastar desmedidamente, muito provável que as reformas do paço municipal logo sejam programadas, mesmo que num panfleto promocional, demonstra a total falta de planejamento e programa de recuperação e manutenção, que afeta inúmeros prédios públicos, entre tantos relegados às intempéries e aoa bandono irresponsável.
O que se observa na divulgação de imagens da própria Prefeitura para ilustrar noticiário e boletins promocionais, por tudo que aparenta não condiz com a realidade interna, onde o refrão popular se aplica muito bem na frase “Por fora, bela viola e por dentro, pão bolorento”, que vai coincidir com a troca necessária de gestores para o próximo quadriênio, quando se encerra esse período dos mais erráticos e onerosos dos últimos tempos.
A nova ‘roupagem’, se acontecer, coincide com o bicentenário da cidade, sobrecarregando muito o orçamento futuro, onde os salários dos ocupantes temporários estarão 80% maiores!