Lead time pode ser definido como um ciclo de produção. Ele é o tempo que um produto leva para chegar ao consumidor, desde o momento do pedido, passando por produção, despacho e entrega. Estudo mostra perda de milhões, com reversão rápida por meio da automação dos processos.
A ineficiência na gestão do ‘lead time’ industrial pode reter até 30% do faturamento da empresa. A avaliação é da Cogtive, plataforma de automação da gestão da produção fabril. O ‘lead time’ é o período entre o início de um fluxo de processos e sua conclusão.
Em recente análise de estudo de casos, constatou-se que indústrias de manufatura de produtos para consumo com faturamentos que variam de R$ 300 milhões anuais a mais de R$ 1 bilhão estão retendo desde R$ 15 milhões até R$ 300 milhões em fluxo de caixa. Impacto esse devido, especificamente, à ineficiência na gestão do ‘lead industrial’.
Esse capital poderia ser liberado e utilizado para melhorar a saúde financeira das empresas e investimento em oportunidades de melhoria e crescimento. Por isso, a eficiência na gestão do ‘lead time’ deve ser buscada pelo industrial como um “diferencial estratégico”. No contexto empresarial da indústria de manufatura, o conceito de ‘lead time’ é frequentemente aplicado à cadeia
de suprimentos. Assim, há diversas naturezas de ‘lead time’ envolvidas, tais como: ‘lead time’ de reposição de insumos, ‘lead time’ industrial e ‘lead time’ de entrega.
O ‘lead time’ industrial, considerado no contexto de produção na manufatura, consiste no tempo decorrido desde a separação da matéria-prima até a liberação do produto acabado para o estoque. A ineficiência nessa gestão pode resultar na acumulação excessiva de estoques de produtos em processo e de produtos acabados, com decorrentes maiores custos de armazenamento, imobilizando um capital que poderia estar proporcionando maior lucro para a empresa.
Em contrapartida, nos casos selecionados que empresas que adotaram uma abordagem de gestão de materiais e fluxos de produção com base no conceito de ‘lean manufacturing’ (manufatura enxuta) identificaram o potencial de redução de até 50% do ‘lead time’. Isso possibilita, assim, uma diminuição significativa nos estoques em processo e de produto acabado.
Aprimorando suas metodologias de gestão industrial, muitas empresas já identificaram oportunidades ainda maiores de redução do ‘lead time industrial’, de três a quatro vezes. Essa redução tem um impacto direto na necessidade de capital de giro (NCG), sendo a quantia de recursos financeiros que a empresa precisa para manter suas operações.