Com apenas uma balsa em funcionamento, a prefeita de Delfinópolis-MG, Suely Alves Ferreira, assinou nesta segunda-feira, 10 de outubro, o decreto Nº91, que confere, por prazo indeterminado, situação de emergência na travessia por balsa entre a cidade e o Município de Cássia/MG, até que a Furnas Centrais Elétricas, empresa responsável pela manutenção das embarcações, providencie os reparos necessários.
Delfinópolis têm à disposição cinco embarcações, sendo São João Batista do Glória, Canastra, Rio Grande IV, Rio Grande 2005, Delfinópolis 1 e dois rebocadores, Nossa Senhora dos Navegantes VII e Nossa Senhora dos Navegantes X. Destas, apenas a primeira continua em operação, com capacidade para transportar cerca de 12 veículos pequenos (carros). A balsa Delfinópolis 1 e o rebocador Nossa Senhora dos Navegantes X está com problemas mecânicos; a balsa Rio Grande IV está em reforma há quase cinco meses; a Rio Grande 2005 carece de motores e o rebocador Nossa Senhora dos Navegantes VII apresenta água no convés da praça de máquina, estando em manutenção.
O acesso ao município de Delfinópolis, no sentido Belo Horizonte, se faz através da Rodovia BR 464, que interliga o Município à cidade de São João Batista do Glória. O trecho em questão ainda não tem asfalto e fica em região montanhosa, o que prejudica o tráfego de determinados veículos pesados. Um outro acesso é feito pela Rodovia MG-856 (que liga Cássia à Delfinópolis), que exige a travessia por balsas sobre o reservatório da UHE Mascarenhas de Moraes, em vista da inexistência de uma ponte no local.
De acordo com o citado no Decreto, o município é o “2º maior produtor de banana do Estado de Minas Gerais com produção de 80.000 toneladas/ano e o 1º maior produtor de soja da região Sul do Estado de Minas Gerais, com produção de 63.360 toneladas/ano”. É citado ainda sobre a dependência da economia do Município pelo turismo, “na qual a grande maioria dos turistas tem enfrentado fila de mais de 7 horas na travessia de balsa, gerando vários cancelamentos de hospedagens e passeios turísticos”.
Determinações
No documento assinado pela prefeita Suely, destaca-se que “A Administração poderá a qualquer momento suspender a travessia de forma definitiva, afim de resguardar a segurança da navegação e salvaguarda da vida humana, em razão das condições das embarcações”. O artigo 3º do decreto também autoriza a prefeitura a realizar a “compra de bens e serviços necessários para
atender a situação de emergência, caso a empresa Furnas Centrais Elétricas não o faça”.
A travessia de caminhões se manterá suspensa até a liberação da embarcação Canastra ou Rio Grande 2005.