No dia em que o Jornal Verdade comemora seus cinco anos de existência, estagiários de outros veículos de comunicação contam sobre a rotina de trabalho de um jornalista, os desafios que circundam o meio, aproveitando ainda para cumprimentar o Verdade pela data.
Lucas Faleiros, 21, é estagiário da EPTV Ribeirão Preto. Segundo ele, o jornalismo é uma peça-chave no combate à disseminação de inverdades: “A busca pela verdade dos fatos é árdua, mas também se torna prazerosa. Mais do que isso, vejo o nosso trabalho como algo fundamental, já que vivemos em uma era dominada pela invenção de falsas informações”.
Lucas ainda lembra que a profissão escolhida para si também é didática, o que lhe dá motivos de orgulho. “É extremamente satisfatório ver a nossa apuração chegando à população e a munindo de conhecimento. Particularmente, isso me faz ter, a cada dia mais, certeza de que estou na área certa. O jornalismo é onde me encontrei”, conclui Faleiros.
Desafios
Falando sobre os desafios da profissão, a estagiária da Rádio Imperador/Portal PopMundi, Aline Arbache, 21, relata que a categoria enfrenta hoje duas principais dificuldades, que não são nada fáceis de serem solucionadas. “Para mim, existem dois principais desafios para produzir notícias. O primeiro deles é enfrentar a desinformação. Atualmente, a qualidade já não é mais tão importante quanto a quantidade de matérias que precisamos fazer durante o dia, e isso realmente nos faz correr, ignorar certos detalhes e, algumas vezes nos equivocar. É um perigo e uma tristeza quando isso acontece, já que a nossa função, hoje em dia, é justamente combater a desinformação e notícias falaciosas”, analisa Aline.
Já o segundo desafio exige uma outra postura do profissional de comunicação. Conforme salienta Aline, o conteúdo oferecido precisa ter relevância diante do público em geral, já que nem todas as pessoas que se oferecem a colaborar estão realmente preocupadas com a sociedade: “Parece fácil cumprir essa demanda, mas o obstáculo está em lidar com as pessoas. Não são todas, mas sempre existem aquelas instituições que tentam passar a perna nos jornalistas e divulgar, a qualquer custo, conteúdo para se promover, assim como existem aqueles leitores que querem contar histórias e expor denúncias que, infelizmente, não são do interesse público. Por isso, os jornalistas precisam ter um “jogo de cintura” e saber filtrar tudo, porque somos nós os profissionais que mediam os órgãos de serviço e a população”.
Sonhos e responsabilidades
Vitor Hugo Ferreira, 24, faz seu estágio na RecordTV Interior. Para ele, são muitas novidades sendo conhecidas: “É tudo muito novo para nós que estamos iniciando uma carreira. Estar dentro de uma redação é um sonho. Ajudar a produzir notícias que durante muito tempo eu via na TV. O estagiário de jornalismo, mal comparando, é como um jogador de futebol que sobe das categorias de base. A relação com os colegas mais velhos flerta com a idolatria. “Vejo esses caras na televisão e agora eles estão do meu lado”.
Em contrapartida, Vitor menciona que o realizar da profissão, embora recompensante, exige um comprometimento muito maior, com pouco espaço para erros: “Deslumbre a parte, a responsabilidade começa muito cedo também. Estagiários de outras profissões podem se dar ao luxo de errar bem mais que nós. Se a gente erra, as consequências podem ser grandes. Sair de casa sabendo que o seu trabalho vai refletir na vida de toda uma região do estado, é pesado, mas é gratificante”.
Felicitações ao Verdade
Os jornalistas cumprimentaram ainda o Jornal Verdade pela comemoração dos seus cinco anos:
“Meus cumprimentos ao Jornal Verdade, que completa seu 5° aniversário. O trabalho sério e competente, como o de vocês, é sempre bem-vindo. A imprensa francana precisa disso”. (Lucas Faleiros).
“Gostaria de parabenizar o Jornal Verdade por completar 5 anos, e aos colegas de trabalho que lutam pela informação com os outros jornalistas da nossa região, todos os dias”. (Aline Arbache)
“Parabenizo ao Jornal Verdade pelos seus 5 anos e enfatizo a importância de se levar uma informação responsável ao público, tal qual vocês levam”. (Vitor Hugo Ferreira)