Com a chegada da Páscoa, comemorada no dia 17 de abril neste ano, cerca de 14 mil profissionais deverão ser contratados para trabalhos temporários em todo o Brasil. Vander Morales, presidente do Sindeprestem (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo), destaca que este é o terceiro melhor período do ano para contratação de trabalhadores temporários, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.
“O trabalho temporário, além de necessário para atender ao aumento da movimentação comercial nesta época do ano, também contribui para a diminuição do desemprego e para a circulação de dinheiro na economia. O quadro de funcionários das empresas está enxuto e, em picos sazonais de produção e venda, como acontece na Páscoa, o trabalho temporário é a solução para recompor esta mão de obra e atender pedidos. A chance de efetivação existe para aquele profissional que se destacar e, mesmo assim, vai depender da combinação de dois fatores determinantes: competência do trabalhador e necessidade do contratante”, afirma.
O presidente do Sindeprestem observa que, apesar do cenário econômico ainda estar afetado pelos efeitos da pandemia do Covid-19 e, agora, da guerra entre Rússia e Ucrânia, o apelo sentimental da Páscoa representa um bom momento para o trabalho temporário. “Vivemos em um período de incertezas econômicas provocado por diversos fatores externos e internos, mas a tradição da Páscoa é a de presentear com chocolates. O consumidor deverá até gastar menos, mas não deixará de realizar suas compras”, avalia.
O economista Adnan Jebailey, de Franca, também destaca os efeitos positivos das contratações sazonais para a economia do país. “A Páscoa engloba um processo bastante extenso em produção e por isso gera bastante emprego e acaba auxiliando muito as cidades e a economia nacional, porque a gente precisa gerar emprego neste momento para ter mais recursos, tirar de vez a economia brasileira de uma recessão e conseguir dar um PIB mais pujante para o ano de 2022”, afirmou Adnan.
As 14 mil vagas estimadas pela Asserttem (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário) deverão ser distribuídas, principalmente, na indústria de produção de ovos de chocolate e no varejo. Na indústria, as principais vagas são para auxiliares de produção e de expedição, motorista, entregador, auxiliar de cozinha, promotor de vendas, estoquista e operador de empilhadeira. Já no comércio, as principais vagas são para balconista, degustador, demonstrador e repositor.
“A Páscoa gera bastante empregos, principalmente os temporários. Para se ter ideia, a gente tem oportunidades desde a produção dos ovos na fábrica, no armazenamento desses produtos, no transporte, na venda e reposição de estoque nos supermercados”, analisa o economista Adnan Jebailey.
O contrato de trabalho temporário é uma contratação utilizada para suprir uma necessidade temporária do empregador, sem que seja estabelecido um vínculo empregatício permanente. “Nesse modelo de contratação é necessária a presença de uma empresa intermediadora e ou agenciadora que servirá como uma intermediária na contratação. Essa empresa colocará à disposição de outras empresas a mão de obra que possui, facilitando a seleção e admissão desses empregados”, destaca Vander Morales.
Os contratos de trabalho temporário possuem natureza transitória e prazos que não poderão exceder 180 dias, consecutivos ou não, com prorrogação de até 90 dias, também consecutivos ou não. Excedendo esse período, passa a valer o contrato de natureza indeterminada. “Outra regra importante que vale esclarecer é que o trabalhador temporário que cumprir os períodos estipulados de 180 dias e 90 dias (prorrogação) somente poderá ser colocado à disposição da mesma tomadora de serviços em novo contrato temporário, após noventa dias do término do contrato anterior”, complementa o presidente do Sindeprestem.