Fernando Lima
A esta altura do ano que vem já estarão definidos os eleitos para deputados federais, estaduais e senadores, por outro lado as eleições para o governo do estado e para presidente podem ter um segundo turno. Diante esse cenário as movimentações políticas se tornarão ainda mais comuns nos próximos meses, com “jogadas” que podem surpreender tanto positivamente, quanto por um aspecto negativo.
Entre todas estas a união do Democratas e PSL que resultou no “União Brasil”, surpreendeu muita gente, inclusive foi ventilada uma possível parceria entre Gilson de Souza e João Rocha, ambos foram candidatos à Prefeitura de Franca em 2020. “Não vai acontecer essa parceria, não é a maneira como nós costumamos fazer política. A União Brasil foi a nível nacional, agora começam as questões regionais, estamos aguardando as definições com calma, esse é um momento de transição”, afirmou João Rocha.
Ainda de acordo com João, a fusão entre os partidos já estava sendo estudada, ele garante que não foi pego de surpresa. “Cada estado tem a sua particularidade, na Bahia por exemplo, o ACM Neto tem prioridade, porque ele é o nome forte lá para ser candidato a governador por exemplo. Agora aqui em São Paulo, pelo que temos conversado com a diretoria em São Paulo, os membros do PSL ficarão no comando do partido. Vai ter divergência, isso é natural, mas nossas origens e posturas de fazer política não vão mudar de jeito nenhum”.
Questionado sobre o seu futuro político, se será candidato a deputado federal ou estadual, João Rocha afirmou que ainda é cedo para essa definição. “Um partido desse tamanho é natural que tenha candidatos a deputado, estamos trabalhando estas questões, mas estamos à disposição e vamos avaliar em momento oportuno”.
Ainda sobre o União Brasil, Rocha explicou que estas formações passarão a ser mais comuns, principalmente por conta da lei que proíbe coligações, isso de acordo com ele vai dificultar a vida principalmente dos partidos menores. “Temos mais de 30 partidos no Brasil, essas leis que foram aprovadas vão prejudicar muitos, aposto que algumas legendas vão desaparecer por conta disso. Essa união entre os partidos já estava sendo estudada, a gente já tinha conhecimento, não foi uma novidade, mas isso deve se tornar cada vez mais comum, será uma questão de sobrevivência para alguns”, finalizou.
O ex-prefeito de Franca Gilson de Souza, um dos nomes fortes do Democratas na região, não foi encontrado para comentar o assunto, se continuará no União Brasil, ou se vai migrar para outra legenda. Caso ele responda os contatos da reportagem, a resposta será acrescentada na matéria.
O DEM e o PSL oficializaram no último dia 6 de outubro a decisão de se fundirem em um só partido que se chamará União Brasil. A fusão foi confirmada pelas duas legendas após convenções partidárias. O União Brasil, no entanto, só existirá oficialmente após aprovação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Embora não haja uma posição definida, o novo partido trabalha com a possibilidade de lançar um candidato à Presidência da República em 2022.
A expectativa dos dois dirigentes é que o TSE leve de dois a três meses para confirmar a fusão e o nascimento oficial do novo partido. O PSL tem, atualmente, a maior bancada da Câmara, com 54 deputados. No Senado, o partido tem dois representantes. Já o Democratas tem 28 deputados, a 11ª maior bancada. No Senado, o partido tem seis representantes, além do presidente da Casa e do Congresso, Rodrigo Pacheco, de Minas Gerais.