Em recente levantamento publicado pela FEHOSP (Federação dos Hospitais Filantrópicos do Estado de São Paulo), o DRS-VIII (Departamento Regional de Saúde) aparece em 1º lugar no Estado em atendimentos de Covid-19 realizados pelo Grupo Santa Casa de Franca, instituição filantrópica classificada como hospital estruturante, beneficiando Franca e mais 21 municípios da região, com uma população estimada em 750 mil habitantes.
Com 99,21% dos atendimentos feitos por hospitais filantrópicos entre janeiro e maio de 2021, a regional de Franca aparece à frente das DRSs de Araçatuba (85,21%), São João da Boa Vista (71,18%), Barretos (69,94%) e Sorocaba (69,37%). Os atendimentos realizados pela DRS Ribeirão Preto correspondem a 68,14%.
A diretoria administrativa do Hospital do Coração de Franca, desde o início da pandemia, em março de 2020, tem enfrentado grandes desafios para fazer a gestão dos leitos de atendimento a pacientes com Covid-19. Devido à defasagem da tabela SUS, a instituição acumula atualmente um déficit projetado até o final do ano de R$ 12,5 milhões, para manter em funcionamento os leitos da Ala Covid no Hospital do Coração – sendo 53 leitos de UTI – que inclusive permaneceu com 100% de ocupação por vários meses. O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, apoiando o Grupo Santa Casa, já direcionou um aporte de R$ 4,2 milhões para custeio da estrutura, faltando ainda R$ 8,3 milhões.
Assim, para que a Ala Covid instalada no Hospital do Coração (unidade pertencente ao Grupo Santa Casa de Franca) possa continuar atendendo a demanda, é imperativo que receba um aporte financeiro já para agosto até dezembro deste ano, pois é muito provável que, mesmo após o fechamento de leitos em outras cidades, o Hospital do Coração (Ala Covid), na posição de instituição estruturante da região com um total de 22 municípios do DRS-VIII – será a única estrutura que continuará com leitos abertos – já que o AME de Franca voltará com suas atividades normais, sem atendimento a casos de coronavírus.
Preocupada, a diretoria do Hospital do Coração reafirma: “É preciso que o gestor SUS destine recursos em caráter de urgência para manutenção da Ala Covid; caso contrário, será necessário rever o montante de leitos existentes para adequar a Ala Covid à situação financeira da instituição, o que pode prejudicar seriamente a população de Franca e região”.