Durante a 40ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Franca, o vereador Walker Bombeiro da Libras (PL) questionou o aumento dos gastos com publicidade previstos pela Prefeitura de Franca ao encaminhar o orçamento municipal de 2027. O parlamentar também pediu esclarecimentos sobre recursos para aquisição de sensores de glicose e reforma do prédio da Guarda Civil Municipal, além de relatar dificuldades para encaminhar demandas às secretarias municipais.
Ainda aproveitando o espaço da Tribuna, Walker abordou a conservação de espaços esportivos e afirmou ter adotado medidas judiciais diante de situações que considera perseguição ao mandato. No último sábado, 31 de outubro, o Jornal Verdade produziu uma reportagem exclusiva sobre o mandado de segurança que o vereador impetrou contra Alexandre Ferreira (MDB).
Confira em tópicos as observações relatadas:
Na sequência, Walker afirmou que o valor destinado à publicidade e propaganda passou de R$ 6 milhões para R$ 7 milhões. Recordou a proposta de emenda para reduzir parte desses recursos e direcioná-los à saúde e à segurança, assim como as manifestações contrárias à alteração durante o debate no Legislativo.
Ao questionar a aplicação da verba, citou áreas nas quais considera insuficientes as campanhas de orientação. “A gente não vê uma publicidade boa em nada do que realmente precisa: na educação no trânsito, para vacinação.” Acrescentou a necessidade de divulgação sobre descarte adequado de lixo e pediu informações sobre o destino dos investimentos.
Ao tratar do duodécimo do ano anterior, Walker perguntou sobre o compromisso que, segundo relatou, o prefeito assumiu com Marco Garcia (PP), envolvendo R$ 1 milhão para sensores digitais de glicose e a reforma do prédio da Guarda Civil Municipal. “Tem alguma novidade sobre reforma da Guarda? Sobre aquisição de sensor digital de glicose?”
O parlamentar relacionou a demanda de saúde à participação de profissionais que haviam abordado o atendimento a pessoas com diabetes na tribuna naquela manhã. Também recordou divergências anteriores sobre a destinação dos recursos e afirmou que ainda não havia recebido uma resposta objetiva sobre o cumprimento do compromisso.
Walker defendeu que promessas não cumpridas tenham consequências para os responsáveis e questionou os encaminhamentos possíveis pela Câmara. Em sua avaliação, a falta de esclarecimentos prejudica tanto os vereadores quanto a população.
Walker relatou ter recebido, duas semanas antes, uma ligação de um assessor do secretário de Segurança Pública para tratar de emenda impositiva. Segundo ele, foi proposta uma reunião, mas, posteriormente, recebeu a informação de que não havia agenda e de que seria necessário aguardar uma resposta do Tribunal de Contas.
O vereador afirmou que o episódio levou à apresentação de requerimento de convocação do secretário à Câmara. Defendeu o dever de prestar esclarecimentos sobre a execução dos recursos. “Esse dinheiro eu não destinei para ninguém aqui dessa Casa, a gente destinou para melhorias na cidade.”
Ao mencionar sua trajetória na Polícia Militar, disse preservar o respeito pelos militares que participaram de sua formação, mas ressaltou a necessidade de reconhecimento das atribuições do mandato. Explicou que sua preocupação está voltada aos profissionais que atuam diretamente nas operações. “A minha preocupação é para quem está na linha de frente arriscando a vida!”
No início da fala, Walker agradeceu a Alexandre Mandi por mencionar dificuldades enfrentadas por seu mandato e reconheceu o trabalho de veículos de imprensa que considera imparciais. Informou ter ingressado com mandado de segurança e estar aguardando ser ouvido pelo Ministério Público.
O vereador relatou ligações e um áudio que interpretou como tentativas de intimidação, incluindo a possibilidade de deixar de ser atendido pela administração. Afirmou que não condicionará sua atuação ao apoio político ou eleitoral e que dará publicidade a novas abordagens dessa natureza.
O parlamentar também relatou falta de resposta a um ofício sobre interdição de rua e dificuldades para agendar reuniões destinadas a discutir melhorias no Recanto Fortuna e no Monte Carlo. Segundo ele, os obstáculos de interlocução impedem o avanço das propostas.
Walker citou ainda um projeto voltado a pessoas com altas habilidades e superdotação, cuja discussão dependeria de reuniões com as secretarias de Saúde e Educação. Na habitação, mencionou tratativas para reformas em conjuntos da CDHU, ressaltando que a demanda abrange o Leporace e outros locais da cidade.
Ao comentar essas dificuldades, afirmou que procura informar os moradores sobre os limites encontrados pelo mandato. “Mesmo que eu não consiga entregar algo, eu falo a verdade.”
Walker apresentou imagens de espaços esportivos de Franca e comparou a situação com uma publicação sobre a transformação de uma área de descarte de lixo em espaço de esporte em Guarulhos. Segundo sua avaliação, equipamentos francanos apresentam abandono e acúmulo de resíduos.
Também questionou a cobrança pelo uso de campos de futebol e seus efeitos sobre a várzea. Ao abordar a zeladoria urbana, mencionou a presença de lixo e a situação de pessoas que vivem nas ruas da região central.